Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

A nova Aliança de Deus Gn. 17. 1 – 11

Existe no coração de Deus um desejo de relacionamento conosco. Não um relacionamento normal, passageiro e “comum”, derivado da solidão de um Deus. Mas um relacionamento completo, sem fim e a isso Deus dá um nome: Aliança.

No texto de Gênesis, perceba que Deus não perguntou se Abrão queria fazer uma Aliança. Deus se apresentou e colocou os termos da Aliança dando uma seqüência às coisas: “ande segundo a minha vontade e seja íntegro” v.1 e depois ”estabelecerei a minha Aliança entre mim e você” v.2.

Abrão não passou a ter uma aliança com Deus só porque nasceu ou porque Deus disse que teria. Abrão nasceu pecador e Deus não mantém Aliança com aqueles que não andam segundo a Sua vontade. A única forma de Abrão ter uma Aliança com o Senhor era fazendo a parte dele: “andar segundo a sua vontade, ser íntegro” v. 2 e “circuncidar todos os homens”.

Todos os que viriam de Abrão, ou seja, filhos, netos, bisnetos, teriam que ser circuncidados. Este era o sinal da Aliança com Deus. E somente este povo tinha este sinal.

A Aliança que Deus faz não pode ser quebrada ou anulada. Seus termos não podem ser mudados. Sua Palavra é eterna, e ela já é uma promessa, pois Ele não pode mentir. Mas a Aliança que Deus fez com o homem pode ser substituída. E assim como da primeira vez, somente Deus pode decidir qual deve ser a nova Aliança mas os termos sempre serão os mesmos.

Deus começou a dar sinais de uma “nova Aliança” ainda com Moisés. Veja o que diz em Deut. 10.16: “sejam circuncidados de coração e deixem de ser desobedientes”. Ou seja, em outras palavras: “sejam fiéis de coração à Aliança de Deus”.

Até aí o povo achava que a promessa feita para Abraão era somente de terra fértil onde manam leite e mel e o nascimento de uma multidão, de um grande povo. Neste momento Israel já era uma nação muito grande e já estava na terra prometida, mas Deus começou a mostrar que seu objetivo era ter um relacionamento com o homem, algo que unisse o humano e o divino, algo que o homem não tinha mais.

E Deus foi revelando seu Plano para o povo e ficvou bem claro através do tempo e das palavras dos profetas que Deus desejava um relacionamento com o homem. Que sua Aliança tinha como objetivo restaurar a comunhão com o que se havia perdido.

Porém, a Aliança de Deus com o homem havia perdido o efeito Heb. 8.13.

O homem não cumpriu sua parte na Aliança e agora era necessária uma “nova Aliança”. Uma Aliança que fosse completa, algo que nada pudesse desfazê-la, nem a morte. Uma Aliança que fosse completa perfeita e eterna. Só havia um jeito: o homem teria que restaurar a Aliança perfeita. Mas como isso seria possível? O próprio homem negou e quebrou a Aliança com Deus. Era necessário que algo mais acontecesse.

Então Jesus, em graça e misericórdia, decidiu nascer como homem para refazer a Aliança. Desta vez ela seria perfeita porque Jesus não quebrou a Aliança com Deus. Ele viveu de forma perfeita o que Deus esperava que o homem vivesse refazendo o contato com Deus. Jesus não somente restaurou a Aliança com Deus, mas também fez uma Nova Aliança e assumiu a culpa e as conseqüências pela antiga Aliança ter sido quebrada Heb. 9.15. Conseqüências que resultaram em sua morte.

A Nova Aliança foi selada com a ressurreição de Cristo. Na Nova Aliança a promessa que Deus havia feito a Abrão de uma terra para um “povo de Deus” foi substituída pela promessa feita por Cristo de uma Terra celestial para um povo exclusivo, chamados de filhos de Deus. A nova Aliança se tornou melhor do que a antiga.

João 17. 14. Veja que quando Jesus vem e faz sua intercessão diante do Senhor, Ele deixa muito claro o objetivo de sua vinda: para restabelecer um relacionamento, comunhão entre nós e o Senhor, e não apenas isto, mas deixar em nós a sua marca, a marca da Sua aliança conosco que vai além da salvação operada ali na Cruz quando Ele morreu por nós e nos deu sua vida. Mas Ele deseja uma vida onde esta Aliança é presente em todos os momentos de nossas vidas, seja momentos de decisão ou seja diante de problemas, a aliança que o Senhor faz conosco, faz com que Ele se posicione diante de nossas vidas, por isto que Ele exige de nós relacionamento, pois precisamos tomar uma decisão de não somente o participarmos de nossas vidas e sim de fazê-lo parte de nossas vidas, somente quando consideramos o Senhor como aquele Deus da nossa aliança, que fala, que se revela é que Ele poderá atuar como o Deus da Aliança em nossas vidas. Ele veio resgatar, mas depende de nós fazermos deste resgate algo de valor em nossas vidas.

Porém os seus termos continuam os mesmos: “ande segundo a minha vontade, segundo o padrão de Cristo”. A circuncisão hoje é para o nosso coração e é necessária. Sem o sinal de que somos filhos de Deus não fazemos parte da Aliança que Cristo fez. Este sinal, esta circuncisão, esta nova Aliança revela uma mudança de vida, pois Cristo, nosso exemplo, não viveu como este mundo, não seguiu seus padrões. João 1.31. Jesus disse para sempre nos lembrarmos disso. A santa ceia serve pra isso: “este é o cálice da Nova Aliança, façam isso sempre que beberem, em memória de mim” 1 Cor. 11.25.

Em Abraão, somente aqueles que tinham o sinal, a circuncisão, tinham o direito de serem chamados Israel, ou povo de Deus. Em Cristo, somente os que tiverem em seu coração o sinal da Aliança, só aqueles que seguirem o padrão de Cristo, terão o direito de herdarem as promessas da Nova Aliança.

Cristo é o padrão. Sigamos a Ele!

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