Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.

O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a própria sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.

As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.

Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?

Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.

Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”

Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.

Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais refinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.

O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.

“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.

A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!

Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.

“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.

Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?

É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.

Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.

Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nós mesmos.

Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.

A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.

Transcrito do livro:

BARTH, Karl. Dádiva e Louvor – Artigos Selecionados. Ed. Sinodal, São Leopoldo,RS. 1986

4 Respostas

  1. Parabéns pelo texto, bastante reflexivo, que nos desafia a um prática diante da realidade que estamos inseridos, que o Cristo se encarne nas nossas pequenas atitudes diárias enquanto caminhamos nesta terra.

    05/05/2011 às 12:53

  2. Edson Miranda dos Santos

    Fiquei muito entusiasmado quando comecei a ler o texto por imaginar que fosse de sua autoria. mesmo sendo muito bom o texto, gosto muito de vê-lo e ouvi-lo e, no caso seria ler os seu escritos. Deus te abençoe abundantemente.

    21/05/2011 às 22:14

  3. Edson Miranda dos Santos

    Enquanto o pastor Alfredo Oliveira nos fazia deleitar na palavra, que eu creio ter sido, enviada a nós pelo Espírito Santo de Deus tanto no conteúdo quanto na forma de apresentação, que é marca pessoal dele, eu tentava ouvi-lo e passear pelo versículo 07 do capítulo 11: “Certamente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol”. A afirmação do escritor sagrado a princípio parece um contrassenso por saber-se que ver o sol no sentido de olhar para ele não é nada agradável por ser as consequências muito sérias, pois a probabilidade de lesões irreversíveis são altíssimas. Porém como Jesus Cristo falou: Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mal grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure. Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. Mateus 13. 13-17
    Por mais que creiamos em todas as promessas narradas na Bíblia que reputamos ser a palavra de Deus, vivemos agarrados a essa dimensão a qual chamamos vida em 3D sem nos preocuparmos com o que estamos a perder como o apóstolo Paulo diz em Atos 02; 09 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Na verdade não podemos nos acusar de materialismo ou dizer como alguns: “todo mundo quer ir para o céu, porém ninguém quer morrer”. Na verdade Deus nos fez para vivermos, vivermos sem nos preocuparmos com risco nenhum de morte, mesmo tendo que lavrar a terra como é citado em Gênesis 02:15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E isso antes do pecado!
    Realmente é gostoso, é doce, é suave a luz, pois nem se faz necessário abrir os olhos para percebê-la; é sinal de que a vida pulsa nas veias, o coração está tum-tum, tum-tum. Se não fosse para ser bom viver, Deus não a rechearia de tantas coisas boas, não nos ofereceria tantas oportunidades de sermos úteis, de nos alegrarmos e sermos motivo de alegria para as pessoas, principalmente as que amamos e nos amam. Lamentações de Jeremias 03;22,23 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é ‘a tua fidelidade.
    É mais oportunidades para sermos gratos, de testemunharmos ao mundo desinteressado e, realmente materialista de que estar alegre, principalmente por estímulo exteriores e fugazes, não quer dizer estar ou ser feliz. Mesmo que a situação do homem seja a de somente ter a noção de que já raiou um novo dia mais não pode ver o sol que denuncia que já é dia. Situação diferente daquele que pode dizer: Agradável é aos olhos ver o sol; por perceber que já existe claridade bastante para se caracterizar dia, pode levantar e com seus pés, sair, abrir as portas, contemplar as belezas com as quais o criador nos privilegiou. Sim, assim era o que eu via durante todo tempo em que o pastor Alfredo Oliveira falava. E, creio que se assim não fosse, o escritor sagrado não teria deixado um complemento tão específico, Eclesiastes 11;08 Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade. Pois de três maneiras podem ser interpretadas as trevas as quais se refere o autor: A doença que enclausura e faz definhar. A velhice que debilita e também enclausura e faz definhar. E, finalmente a morte.
    Olhar o sol não é fita-lo literalmente, porém é ver Deus convidando a adora-lo, a tentar contar as bênçãos que só pela graça se é alcançado.

    Recife, 22 de maio de2011.
    Edson Miranda dos Santos
    Edsonmiranda9460@yahoo.com.br

    22/05/2011 às 1:22

  4. ADILSON

    Obrigado

    21/05/2013 às 14:09

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