Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

Ministrações

Pesca & Pescador Lucas 5.4; Ezequiel 47. 1 – 12

Algumas vezes já falamos aqui sobre a forma como Deus faz para nos fazer ver as coisas que Ele está fazendo. Em Oséias 11. 4 vemos que Deus conduz o povo a quem ama com laços de amor. Esses “Laços de Amor” muitas vazes podem ser as dores da vida, as decepções, uma doença, etc. Mas também podem acontecer de formas que achamos que iremos para um lugar e Deus nos guia gentilmente para outro lugar, deixando bem claro qual a vontade dEle.

Hoje vamos falar um pouco sobre como somos pescados. Sobre as maneiras que Deus tem para chamar a nossa atenção e nos levar para onde não esperamos.

 

Confiando na Palavra

Em determinadas situações em           nossas vidas não nos resta nada a fazer, além de seguir uma Palavra ou Ordem de Deus. Começando por Lucas 5.4 nós iremos ver um Pedro já cansado de lutar contra as ondas e o vento da noite, usando suas forças e se esforçando para poder sobreviver de seu ofício, tirar o sustento do seu trabalho para a sua família.

Assim como vemos também um Pedro decepcionado ao amanhecer, pois depois de tanto trabalhar não conseguiu nada. Naquela noite, Pedro só esperou e nada aconteceu. Seu trabalho foi todo em vão.

Em determinadas situações Deus age como Jesus agiu com Pedro. Faz-nos ver e entender que nossos esforços são vazios, pois Ele deseja nos mostrar algo grandioso. Naquela manhã Jesus vem até Pedro e diz: “a Simão: “Vá para onde as águas são mais fundas”. Sabemos o que aconteceu: Pedro consegue pescar tantos peixes que as redes quase se rasgaram.

O que nós podemos aprender para nossas vidas hoje sobre isso? É nas águas profundas que a Palavra de Deus se cumpre. E o que são as águas profundas hoje?

A Palavra de Deus nos diz que assim como Pedro, nós também somos pescadores de homens, por isso, as águas profundas para nós, no contexto de hoje, é a comunhão com o Espírito Santo e o conhecimento da Bíblia.

Ao confiarmos na Palavra de Deus estaremos abrindo espaço para a comunhão com o Espírito Santo e estaremos indo para onde as águas são profundas. Deus diz em Jeremias 33.3: “Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece”. Meus irmãos existe sim algo mais profundo para aprendermos. Existe sim um conhecimento disponível para nós a respeito de Deus que Ele mesmo deseja que saibamos. O que precisamos fazer é obedecermos a Palavra de Deus e buscarmos águas mais profundas, pois é lá que o Senhor vai nos mostrar onde lançarmos as redes para que Ele possa fazer a maravilha.

 

As Águas que Correm do Templo

Quero que vocês prestem bastante atenção ao que será dito aqui. Existem diferentes profundidades no conhecimento a respeito de Deus. O texto nos mostra um homem levando o profeta Ezequiel a perceber isto. Existe uma nascente no Templo e à partir desta nascente tudo é purificado e os povos e animais são abençoados.

Perceba que o homem vai mostrando a Ezequiel que até que a profundidade aumente existe uma distância a ser caminhada: 500 metros. Por favor, não confunda a mensagem trazida a vocês com o misticismo que o Evangelho tem conhecido nos dias de hoje. Aqui não há nada de místico! Este estudo tem haver com o conhecimento de Deus e não com essa teologia da televisão. Estou aqui fazendo uma comparação com a profundidade do conhecimento de Deus e não com uma “falsa bênção automática”. Estamos falando aqui de comunhão com Deus e conhecimento de Deus e isso leva tempo.

Cada vez que perseveramos no conhecimento de Deus iremos alcançar uma nova profundidade. Deus vai se revelar cada vez mais a cada um de nós e estaremos, nesse caminho, conhecendo a Deus de forma mais profunda. E isso é maravilhoso! A cada passo estaremos mais de acordo com a vontade dEle e estaremos mais perto do que Ele tem sonhado para nós.

 

A Pureza da Água

A água que sai do templo vai purificando tudo por onde passa. Percebam que pescadores tiram o seu sustento dela, os peixes são abundantes, as árvores fornecem sombras à margem. Tudo ao redor tem um propósito e uma missão.

Da mesma forma acontece com o conhecimento de Deus que desenvolvemos. Ele não serve somente para nós mesmos, mas Deus vai nos usar para abençoar a outros. Vai fazer-nos alcançar outras vidas e se revelar através do que Ele tem nos ensinado para que outros também o vejam

Existem também no texto os charcos e os pântanos. E é neles que precisamos prestar atenção, pois são lugares rasos e com lamaçais. São lugares onde é difícil caminhar e podemos ficar presos. Esses lugares são as falsas doutrinas que nos levam a conhecer a Deus de uma forma que Ele não tem se apresentado a nós. São lugares escuros e com mal cheiro onde nenhum de nós que estar e são diferentes das características purificadoras das águas profundas.

 

Confiando na Rede

Quando Jesus leva Pedro às águas profundas e as redes são lançadas, voltam cheias, carregadas de peixes e quase se rasgando. As redes de um pescador são seu principal meio de trabalho. Por isso todos os dias o pescador revisa suas redes para tampar os furos por onde os peixes podem escapar, aumentando assim o buraco e mais peixes fugindo.

Quando Deus nos usar precisamos confiar que Ele vai estar nos preparando para realizar seu plano, nos capacitando a cada dia e tirando de nós as coisas que podem nos fazer deixar escapar os peixes que Ele deseja pegar.

Resumindo: nós somos as redes que Ele usa, a água é o conhecimento de Deus onde mergulhamos para ir mais profundo e à partir deste conhecimento nós somos usados para abençoar outras vidas


Só a Vontade de Deus – Salmos 143.10

Não são poucas as vezes que decidimos o que fazer das nossas vidas. Estas decisões são tomadas de acordo com várias razões. Tomamos decisões baseadas nos nossos desejos, ou como se diz por aí, para onde os olhos desejam alcançar. São baseadas na cobiça, ganância, luxúria, para chamar a atenção de alguém, etc.

Porém, todas as decisões causam conseqüências. Nem sempre assumimos a responsabilidade sobre as nossas decisões e acabamos reclamando a Deus (ou reclamamos com Deus) sobre estas conseqüências.

Mas hoje vamos falar um pouco sobre como a vontade de Deus preenche o vazio que nos faz tomar decisões erradas.

Só a Vontade de Deus Preenche

            Muitas e muitas vezes nas nossas vidas, nós permitimos que o nosso coração tomasse as decisões a respeito de nossas vidas. Olhamos com olhares condescendentes para as coisas que sabemos que o final não vão ser boas, mas para não parecermos ranzinzas, ultrapassados, ou  retrógrados, acabamos permitindo que certas coisas aconteçam quando não deveriam nem ser pronunciadas.

            Veja o exemplo de um pai que ao ser comparado com um velho, permite que seu filho comece a andar com amigos que o pai não conhece, sair no sábado à noite sem hora pra voltar nem dizer para onde vai.

Também pode ser uma mãe que querendo ser “da moda” permite que sua filha de seis anos se vista como as “periguetes” dos “Realities Shows” ou aprenda as “dancinhas” que todas as crianças da escola sabem, por que viram o “Mc’s” sei lá das quantas em um vídeo no Youtube.

Até mesmo um pastor que não busca a vontade de Deus e permite que certos costumes forjados no fogo do inferno entrem na Igreja pela porta da frente para que pastor não veja os seus “fies” deixando sua igreja para freqüentar um culto mais “animado”.

            Será que estas pessoas sabem o que é a vontade de Deus para aqueles que estão debaixo dos seus cuidados? Será que sabem qual a vontade de Deus para eles como líderes?

            O desejo de ser aceito em alguma coisa ou lugar não é novidade pra ninguém. Ele começa logo cedo, quando ainda somos crianças e vai desenvolvendo-se pela adolescência, juventude, fase adulta até o fim das nossas vidas. É um desejo muito forte e se não for freado invariavelmente tem conseqüências desastrosas, pois o desejo de ser aceito pode nos levar a fazer coisas que não queremos como algo que nos vicia ou a prostituição.

            Nesta busca por aceitação, precisamos nos lembrar que o amor de Deus é tão maravilhoso que pode nos fazer uma nova pessoa, livre de todas estas vontades que são tão prejudiciais.

            Por isso precisamos aprender logo no começo que jamais seremos rejeitados por Deus. Não importa o que tenhamos nos submetido a fazer por causa de atenção, ou para não sermos rejeitados pelas pessoas, Deus tem a solução para este problema. A solução está em Romanos 8.15: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”.

É assim que começamos a mudar a nossa história. Deus nos aceitou como filhos. Mesmo tendo sido rejeitados por todos, Deus, pelo seu amor, nos adotou e por isso não seremos mais rejeitados.

Aquele vazio que nos faz tremer durante a noite quando nos sentimos sós é preenchido pelo amor de Deus e a aceitação da nossa presença como filhos de Deus.

Só a Vontade de Deus Preenche Nossos Medos

Isso nos faz avaliar as nossas condutas e buscarmos a razão que Deus nos dá para pensarmos a respeito da vontade dEle para nós.

Veja o que diz em Salmos 37.3: “Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança”. Confiar no Senhor e buscar a Sua vontade vai fazer a diferença em nossas vidas. Romanos 12.2 diz para não nos conformarmos com as coisas deste mundo e que por isso experimentaremos a vontade de Deus que é Boa, Perfeita e Agradável.

Quando confiamos no que Deus tem planejado para nós poderemos descansar, pois Deus não pode mentir (Hebreus 6.18). Seguindo os paços que Deus escolheu para nós poderemos desfrutar a segurança. Não só a segurança contra bandidos, ladrões ou a sociedade, mas contra o inimigo de nossas almas, Satanás.

O fato de confiar no Senhor e fazer a sua vontade impede e neutraliza qualquer plano de Satanás para no aprisionar, aterrorizar ou vencer. Quando nos aproximamos de Deus, Satanás é derrotado.

Só a Vontade de Deus Preserva

Para que nós fomos feitos, afinal de contas? O ser humano se pergunta isso desde o começo dos tempos. Nunca a resposta foi encontrada à partir do conhecimento humano. A ciência não é desenvolvida o suficiente e nem a filosofia é tão sábia.

Porém, a Bíblia responde de forma simples a esta pergunta. Efésios 1. 11,12 diz que todas as coisas foram feitas pela vontade de Deus e que foram criadas para o louvor da sua glória.

Quando vemos as coisas pelo ângulo de Deus tudo parece mais simples. Já aprendemos que louvor não é cantar e sim reconhecer ou reconhecimento. Diante disso podemos afirmar que fomos criados para reconhecer e dar reconhecimento a Deus por todas as coisas.

Ao louvarmos a Deus podemos ver como seremos preservados. Vejam o que diz Salmos 37. 18,19: “O Senhor cuida da vida dos íntegros, e a herança deles permanecerá para sempre. Em tempos de adversidade não ficarão decepcionados; em dias de fome desfrutarão fartura.”

A vontade de Deus nos preserva. Quando seguimos os seus passos nós podemos ter a certeza de que Ele nos ajudará na adversidade.

Deus Não é Ladrão de Sonhos

            Quando ouvimos falar da vontade de Deus logo aparece em nosso estômago um friozinho e nos perguntamos a respeito da nossa vontade. E se Deus não quiser que eu seja jogador de futebol? Ou astrônomo? E se Ele não quiser que eu me case com aquela pessoa que eu tanto amo? E se eu aceitar fazer a vontade de Deus e Ele me puser em um lugar ruim? E o que eu faço com meus sonhos?

            Precisamos entender que Deus não é ladrão de sonhos. Ele não vai mandar você simplesmente esquecer-se deles como se eles não prestassem. Acredite: Deus vai cuidar dos seus sonhos.

            Eu não sei como Ele vai fazer, pois Ele é soberano. Mas quando Deus tem a nossa permissão para fazer a sua vontade em nossas vidas a tendência é Ele nos levar além do que já sonhamos: “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós” Efésios 3.20

Quando Deus nos preenche, quando a sua vontade preenche os vazios em nossas vidas podemos ter certeza de que Ele não só vai cuidar de nós e dos nossos sonhos, mas vai também maximizá-los e nos levar a uma realidade que nunca sonhamos.

E ainda que Ele nos peça para abrirmos mão do nosso sonho, vai haver em nós um desejo de agradá-lo tão intenso que o abrir mão vai nos preencher e faremos sim, todos os dias se for preciso, para a glória de Deus.

Pois só a vontade de Deus preenche!


A Oração de Jesus – João 17

Um dos textos mais maravilhosos e profundos da Bíblia é a oração que Jesus fez no capítulo 17 de João. Não importa o quão longe você esteja da Igreja ou mesmo de Cristo, não há como não se impressionar ao ler as palavras do Mestre. Mas quando lemos este capítulo, muitas vezes deixamos passar despercebidos os desejos de Jesus enquanto orava.

No estudo de hoje vamos olhar alguns aspectos desta oração e buscar aprender e entender, com a ajuda do Espírito Santo, o que Jesus estava desejando para nós.

 Orando Por Si Mesmo

            Jesus começa esta oração de forma muito íntima em uma conversa com o Pai. Nela Ele afirma ter cumprido a sua missão e define o que é a vida eterna: “que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste.” (V.3). Isto nos faz entender algumas coisas: vida eterna não é viver para sempre. Mas sim, conhecer a Deus e a Jesus Cristo. Isso tem muito haver com João 3.16, João 3. 36 e com João 5.24 entre outros.

Conhecer a Cristo faz toda a diferença para a nossa salvação. É Ele quem virá nos buscar e nos levará para o lugar que já preparou. Estar perto dEle vai nos ensinar como devemos ser e assim evitaremos o pecado que nos rodeia sempre. Se não buscarmos viver no padrão que Jesus determinou não iremos alcançar a salvação.

 Orando Pelos 11

Em seguida, à partir do verso 6, Jesus começa a orar pelos seus discípulos, que neste momento são 11. Com muita convicção, Jesus afirma que os discípulos estão prontos, pois já acreditam que Deus enviou Jesus e receberam as Palavras dEle (v. 7,8), não pertencem a este mundo (v.14) e estão guardados pelo nome de Deus (v.12).

Isso nos faz pensar sobre a afirmação que Ele fez no verso 4. A Missão de Jesus parece ter sido preparar doze homens para levar sua Palavra aos quatro cantos da terra. Claro que enquanto isto outros também ouviam e decidiram segui-lo verdadeiramente. Porém, a sua atenção, convívio e ensino era com os apóstolos, que mais tarde o representaram na terra.

 Orando Pelos Que Ainda Virão

            Este é o centro deste estudo bíblico. Iremos nos concentrar mais tempo neste momento. Veremos aqui algumas palavras-chave que nos mostrarão o que Jesus tem desejado de nós e para nós.

Mas, se você ainda não percebeu o que está acontecendo aqui: Jesus estava orando por você! Um dia, antes de ser morto, Jesus pensou que as pessoas que viveriam em 2014 estariam precisando de intercessão. E ele intercedeu! Que maravilha é saber que Ele orou por mim e por você e muito mais importante é entendermos o que Ele desejava.

            O primeiro pedido de Jesus enquanto orava pelos que ainda viriam a conhecê-Lo era que fossem um, assim como o Ele e o Pai são um.

É muito importante lembrar que, apesar de ser um com o Pai, Jesus fez questão de não ser como o Pai. Ele abriu mão da glória e veio viver como servo (Filipenses 2. 5 – 8). Isso nos ensina que a oração de Jesus é para que sejamos um em amor e serviço para com o outro (João 15.9 – 13). A humildade é a marca do caráter de Cristo em nós.

No verso 22, Jesus diz que nos deu a glória e isto nos direcionaria a sermos um. Mas que “glória” é essa? Não é a mesma que teremos no Céu, pelo menos não de forma completa, mas sim, uma porção daquilo que aqueles que habitam com Deus no céu já possuem. Somente aqueles que permanecem no Messias podem caminhar na direção de ser um com o próximo.

Percebam, meus irmãos, o quanto a oração de Jesus tem nos ensinado: somente aqueles que permanecem, ou buscam conhecer a Cristo possuem a capacidade de ser um com seu irmão de forma perfeita e conseqüentemente um com Cristo. Isso é impressionante, pois neste mesmo capítulo Jesus afirmou que a vida eterna é conhecer a Deus e ao próprio Jesus (v.3).

A “forma perfeita” que se refere no verso 23 não significa sem erros, mas sim se refere a uma entrega perfeita na comunhão um com o outro. Não há como sermos perfeitos (sem erros), mas há como vivermos de forma completa na comunhão e no amor um pelo outro.

Para Jesus isso é tão importante que Ele diz na oração que esta unidade em amor vai dizer ao mundo que Deus ama a humanidade da mesma forma que ama a Cristo. Este é o desejo de Jesus enquanto orava por nós.

 Assim como o amor, Jesus nos mostra outra coisa muito importante nesta oração. No verso 24, Jesus pede a Deus que onde Ele estiver que estejamos também para “vermos” a sua glória como prova do amor que Deus tem por Ele.

Quando Jesus se referiu a vermos a sua glória não se referia a olhar, mas sim, experimentarmos a glória que foi dada a Jesus.

Isso quer dizer que se formos cooperadores de Deus (1 Coríntios 3.9; 2 Coríntios 6.1), representantes do seu Reino (2 Coríntios 5.20), Ele irá nos usar para participarmos daquilo que Deus vai fazer revelando a glória de Cristo. Era nisso que Jesus estava pensando quando intercedeu por nós.

 Um Último Ensino

            Neste capítulo, Jesus se refere ao termo “Pai” três vezes. Em cada oração que fazia: por si mesmo, pelos 11 e pelos que haveriam de vir, Jesus usa um termo que tem haver com o seu desejo naquele momento.

            Enquanto orava por si mesmo Jesus pede a Deus que o Filho seja glorificado assim como o pai foi glorificado pelo Filho. Apesar de ser digno da glória, Jesus humildemente pede ao Pai que o glorifique junto a Ele com a glória que tinha antes de todas as coisas (João 1. 1 – 3). Jesus de referia a glória de Deus e pedia para que Ele também fosse glorificado.

            Em seguida, ao orar pelos onze, Jesus se refere a Deus como “Pai Santo” fazendo menção ao desejo de que Deus santifique os seus discípulos: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. Jesus se referia à santidade de Deus e pedia para que os discípulos também fossem santificados

            E por último, no verso 25, Jesus se refere ao Deus como “Pai Justo”. Esta justiça não tem haver com equilíbrio da balança ou com atitude justa, mas sim, tem haver com justificar (Mateus 6.33). Pai justo, ou seja, Pai que justifica… (Tito 3.7; Atos 13.39; Romanos 3.24)

            Percebam que Jesus está pedindo a Deus, que é Aquele que nos justifica, para justificar aqueles que O conheceram através de Jesus.

            Somente aqueles que conhecem a Jesus podem ter a justificação do Pai e conseqüentemente a vida eterna. Isso tem haver com o verso 3, novamente. Jesus se referia à justificação que Deus pode dar e pedia que os que ainda iriam lhe conhecer também fossem justificados.

 Conclusão

            Esta não foi a última oração de Jesus. Ele ainda pediu: “Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” e “em tuas mãos entrego meu espírito”. Mas com certeza nos ensina muito sobre o desejo de Jesus para nós, que conhecemos Deus através de Jesus, pela fé.

            Meu desejo é que a Oração de Jesus possa nos guiar, como a Estrela do Norte guia os marinheiros na escuridão, para que possamos, juntamente com Ele, ganhar a Vida Eterna.

Saber o desejo de Cristo para nós faz toda a diferença.


Deus – Parte 1 – Deuteronômio 3.24; Êxodo 20.24

Quando mencionamos a palavra “Deus”, o que lhe vem à mente? Qual a figura que surge em seu pensamento? Será que pensamos em um homem sentado em um trono, com uma roupa de seda branca e uma barba escorrendo até a altura do tórax? Ou imaginamos uma força invisível que nos obriga a fazer as coisas nos dizendo: “faça o que eu digo se não…”?

Nesta primeira parte iremos estudar um pouco sobre o Deus Pai. Iremos aprender sobre quem Ele é e suas características, chamadas de atributos. Claro que não conseguiremos falar de tudo detalhadamente, pois o assunto é enorme, porém vamos tentar abordar os principais termos.

Tudo o que nós sabemos sobre Deus foi por revelação dele mesmo. O ser humano não possui a capacidade de imaginar algo tão grande e perfeito como Deus. Esta revelação só nos foi feita por causa dos atributos de Deus que herdamos dele, pois desta forma ele poderia se revelar e nós compreenderíamos esta revelação.

O desejo de Deus foi primeiramente fazer-se conhecido, para isso Ele criou o povo de Israel. Através deste povo, Deus usou a Lei e os Profetas para demonstrar seu desejo de comunhão com o homem.

A revelação máxima de quem Deus é chegou até nós através de Jesus. Foi Cristo quem nos revelou a face mais pura, intensa e completa de Deus. João diz que “Deus é amor” (João 4. 8,16). Muita gente hoje em dia deseja o Poder de Deus, mas a Bíblia não diz que Deus é poder. Ela diz que Deus é amor. É melhor estarmos perto daqueles que conhecem o amor de Deus do que daqueles que desejam o poder de Deus.

Deus, o Completamente Outro

            A citação acima é do teólogo Karl Barth. É uma frase simples, porém de um significado tremendo. Ao afirmá-la, o teólogo diz que não existe nada como Deus. Se o homem é finito, Deus é infinito. Se o homem é mortal, Deus é imortal, se o homem é pecador, Deus é santo. Se o homem é limitado, Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente. Estas “características” de Deus são chamadas de atributos. Alguns destes atributos Deus guardou só pra si. Não dividiu com mais ninguém. A estes chamamos de Atributos Incomunicáveis.

Os Atributos Incomunicáveis são: Autonomia ou Auto-exitência (Deus não precisa de ninguém para existir – João 5.26), Imutabilidade (não há mudança nele, não somente em Seu Ser, mas também em Suas perfeições, em Seus propósitos e em suas promessas – Êxodo 3.14; Hebreus 1. 11,12), Unidade (Ele é numericamente um e que, como tal, Ele é único – 1 Reis 8.60; 1 Coríntios 8.6) Infinitude (é isento de toda e qualquer limitação) dentro da infinitude temos:

  • a Perfeição Absoluta –  Salmos 145.3,
  • a Eternidade – Salmos 102.12;
  • a Onipresença    1 Reis 8.27;

Existem também alguns atributos que Deus decidiu transmitir para o homem. São originariamente pertencentes a Deus. Eles são divinos, mas não nos tornam divinos. Foram compartilhados conosco para que Deus tivesse um relacionamento conosco e estes atributos são o que nos fazem diferentes de toda a criação aos olhos de Deus. A estes atributos damos o nome de Atributos Comunicáveis. São eles espirituais e morais. Os espirituais são: Espiritualidade (Deus é Espírito – João 4.24), Intelectualidade:

  • · o Conhecimento de Deus (Ele, de maneira inteiramente única, conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples – Jó 12.13; Isaías 40. 27,28)
  • · a Sabedoria de Deus (Deus aplica o Seu conhecimento às consequencias dos seus fins de um modo que O glorifica o máximo – Romanos 14.7; Efésios 1.11,12)
  • · a Veracidade de Deus (Ele responde plenamente à idéia da Divindade, é perfeitamente confiável em sua revelação, e vê as coisas como realmente são – Números 23.19; Tito 1.2)

Atributos Morais: a Bondade (Não se deve confundir a bondade de Deus com Sua benevolência, que é um conceito mais restrito. Falamos que uma coisa é boa quando ela corresponde em todas as suas partes ao ideal – Sl 145.9, 14 – 18); a Santidade (A idéia fundamental da santidade ética de Deus também é a de separação, mas, neste caso, a separação é do mal moral, isto é, do pecado – Jó 34.10; Habacuque 1.13a); a Justiça (Ele se mantém contra toda violação da Sua santidade e mostra, em tudo e por tudo, que Ele é Santo – Esdras 9.15; Daniel 9.14). Percebam que a Justiça aqui referida não diz respeito a “igualdade da balança”, mas com a justificação que gera a santidade (Mateus 6.33);

Estes atributos que nós vimos são o que define Deus. Somente Ele possui estes atributos originariamente e sem eles não haveia Deus. Não existe um atributo maior que os outros, nem um mais poderoso nem um que nos favoreça mais. A infinitude e a imutabilidade de Deus nos fazem entender que Deus é pleno em todos os aspectos.

É importante lembrar que esta lição não aborda todos os pontos. Se fôssemos aborda-los passaríamos o ano todo só falando de Deus.

Deus é Amor

Agora que já temos uma idéia do que são os atributos ou características de Deus, vamos falar um pouco de quem Deus é.

Quando nos referimos no começo da lição que Deus é amor, não estamos querendo dizer de maneira nenhuma que Deus é ingênuo, bonzinho, que só faz as coisas boas que deixam a gente feliz. Não quero que vocês imaginem um Deus cor de rosa e fofinho como algodão doce. Assim, sendo Deus amor, Ele também nos ensina a seriedade da vida com Ele.

Não podemos confundir amor com negligência ou falta de interesse. 2 Timóteo 3.16 diz que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. Perceba que existe um desenvolvimento na atitude de Deus: ensinar, repreender e corrigir.

Porém, o amor de Deus por nós é diferente de qualquer outro amor que já conhecemos. Nada se compara a ele. Não há nada que você possa vazer para que Deus lhe ame mais, assim como, não há nada que você possa fazer para Ele lhe ame menos.

E esta é a grandeza do amor de Deus. Nos relacionamentos humanos, sempre deve haver a ressiprocidade, sempre precisamos saber que a pessoa que amamos deve estar disposta a nos amar tanto quanto a amamos. Mas, em relação ao amor de Deus, isso é diferente. Deus nos ama de forma incondicional! Não importa se você é a Madre Teresa de Calcutá, ou se é pior do que Adolf Hitler, Deus sempre vai nos amar da mesma forma.

 Conclusão

Não há nada que se possa comparar a Deus. Escolher viver perto dEle vai nos proporcionar experiências únicas, assim como as consequencias de viver longe dEle. Ele é a perfeição em todas as coisas e ainda assim decidiu nos amar de forma tão completa.

Que possamos conhecer melhor a Deus a cada dia, para que possamos experimentar a vida eterna (João 17. 3).


Princípios Básicos Para Uma Vida Cristã – Atos 4.13

Antes de falarmos sobre qualquer coisa é necessário perguntar: Você já esteve com Jesus?

Pois tudo o que será feito e dito depende disto. O que é necessário para que existam princípios?  Caráter.

Caráter é quem você é quando ninguém está olhando. É quando não existem máscaras e você faz exatamente o que quer e como quer.

Os princípios básicos para uma vida cristã começam com o caráter. Não o seu nem o meu que infectado com o pecado. Mas começa com o caráter de Cristo.

Somente os que já estiveram com Cristo conhecem o seu caráter, conhecem sua forma de pensar. Essa é a chave – ter estado com Jesus – por muitas vezes e constantemente, e não apenas alguns minutos por dia, e nem apenas ocasionalmente.

No capítulo 5 do livro de Mateus, Jesus está ensinando a uma multidão o que ficou conhecido como o Sermão da Montanha. Nele podemos ter grandes ensinamentos para a vida cristã de uma forma simples, como raramente experimentamos nos dias de hoje.

Desta forma Jesus torna para seus discípulos e com ênfase diz: “vocês são o sal da terra”. Na língua grega, o pronome é enfático: “vocês mesmos”. Jesus não estava falando de forma genérica, como quem aponta para a multidão e espera que cada um sinta-se responsável pelo que Ele está a dizer. De forma direta e contundente, Jesus apontava para os discípulos e afirmava que neles deveria haver uma diferença. Deveria haver algo que mudaria as coisas ao redor.

Jesus se referiu ao sal por um motivo simples: era um condimento comum, fácil de ser encontrado, fácil de ser percebido e preservava os alimentos. Antes que tivesse refrigeração ou outros métodos modernos para conservar os alimentos, para esse fim se empregavam muito o sal e as especiarias. Na antiga Palestina se usava sal quase exclusivamente para esse propósito e para sazonar a comida Jó 6: 6.

Do mesmo modo, o cristão, ao converter-se em instrumento para a salvação de outros por meio da difusão do Evangelho, exerce uma influência preservadora e purificadora no mundo. Os discípulos tinham de reconhecer que a salvação de seus próximos era sua primeira responsabilidade. Não deviam retirar-se da sociedade por causa de uma perseguição Mateus 5: 10 a 12 nem por outras razões, senão tinham de permanecer em estreita relação com seus próximos.

Porém, Jesus sabia do mal que o mundo poderia causar e que muitos cristãos se tornariam escândalo e deixariam de influenciar o mundo para serem influenciados por ele. Desta forma o discurso muda e Jesus começa a falar da falha do sal em não salgar.

“Mas se o sal perder o seu sabor”. Nada mais contrário à natureza do que algo que possui uma função ou característica deixar de sê-lo. Caso o sal perca seu sabor ou tornar-se insípido, deixa de realizar e suprir sua função mais básica: dar sabor ao alimento.

No contexto cristão, ao qual Jesus se referia, aqueles que deixassem de cumprir sua função mais básica, perderiam seu sentido em meio à sociedade. Deixariam de influenciar o meio em que vivem e não mais fariam diferença. No sentido original da palavra Jesus queria dizer que o cristão que se torna insípido ou perde seu sabor passa a ter um ato passivo de “ser ingênuo, tornar-se tolo, fazer tolices, perder o interesse”.

Em outras palavras, o cristão que permanece no propósito do seu Senhor não pode permitir-se viver de forma tola, onde suas atitudes deixem de refletir o caráter de Jesus para se parecer com a forma mais natural que está ao seu redor.

A próxima afirmação de Cristo mostra que uma vez perdido o sentido cristão na vida de uma pessoa nada mais pode devolvê-lo: “como restaurá-lo?” Quando da vida de um cristão desaparecem o amor, o poder e a justiça de Cristo, não há outra fonte da qual possa obter o que lhe falta.

Não existe maneira de justificar um cristão que perde a ação do caráter de Cristo em sua vida. Seus atos e palavras passam a revelar sua decadência e os frutos são claramente reconhecidos.

Se o cristão, ao converter-se em instrumento para a salvação de outros por meio da difusão do Evangelho, exerce uma influência preservadora e purificadora no mundo, aquele que abre mão da sua característica primeira passa a perder o sentido de suas atitudes perante Cristo e age para a própria condenação e escândalo do Evangelho.

Por isso o Senhor afirma: Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens”. Esta afirmação merece um pouco mais de atenção para ser interpretada de forma correta. Em João 6.37, Jesus afirma que jamais rejeitará aquele que vier até Ele. Porém, no texto acima, principalmente no destaque em negrito, Jesus declara que jogará fora o sal que perder o sabor, pois não serve mais para nada.

De acordo com o texto em grego, “ser jogado fora” significa ser lançado de forma mais ou menos violenta ou intensa, arremessado, rejeitado. Jesus não rejeitará aqueles que vierem a Ele, porém, o sal que perde seu sabor, ou o cristão que abandona a influência de Cristo para ser influenciado pela sociedade será rejeitado.

Ao que parece, o abandono do caráter de Cristo não é casual, mas sim uma escolha. Gradativamente o cristão que antes era fiel, vai deixando-se influenciar pelo meio onde está inserido, abrindo mão de princípios inegociáveis e perdendo o valor para o Reino. Correndo o risco de se tornar insípido e uma vez jogado fora, ou rejeitado, será pisado pelos homens.

Jesus continua seu ensinamento procurando mostrar agora a abrangência da vida cristã na sociedade. Ser cristão não é algo que se possa esconder. Se o sal serve para influenciar e dar sabor ao alimento tanto quanto o cristão revela um sentido à vida daqueles que o cercam, ser a luz do mundo mostra que o cristão vai sempre chamar a atenção e acaba estando em evidência.

O Mestre afirma que aqueles que são sal também são “a luz do mundo”. É desnecessário destacar que não haviam lâmpadas como as de hoje, porém a luz a que Ele se referia é a luz de uma chama de fogo e isso traz grande riqueza de detalhes.

A luz que nasce de uma chama pode ser controlada e ficar apenas brilhando e queimando o combustível de uma tocha ou de uma lamparina ou mesmo de uma vela. Porém, também pode acender uma fogueira ou até mesmo causar um incêndio, caso destinada a isso.

A luz a que Jesus se refere, de acordo com o termo grego, trata do conhecimento de Deus e das coisas espirituais exibido na vida e no ensinamento de alguém. Esse conhecimento pode ser passado de uma pessoa para a outra, assim como a luz ilumina os locais escuros ou uma fagulha pode acender uma fogueira.

Desta forma, cabe ao cristão irradiar o conhecimento prático de quem Deus é. Este ensinamento vai alcançar aqueles que o cercam, gerando calor e solução para o problema da falta de Deus.

Este “iluminar” as vidas acontece de forma natural, assim como é natural o fogo iluminar o que está ao seu redor, porém a chama não se acende por si só. É necessário que haja um mecanismo que cause a primeira fagulha. Esta é a ação do Espírito Santo que toca os corações convencendo da necessidade da iluminação, atraindo os que estão por perto para sentarem-se mais perto da luz e se aquecerem.

Ao se referir a “mundo” Jesus quis dizer que seus discípulos deveriam estar sempre por perto daqueles que não conhecem a Cristo. As palavras do Mestre parecem confirmar o fato de que aquele que permanece firme no caráter de Cristo não precisa temer à influência da sociedade.

Ao contrário da paternidade humana que busca afastar os filhos das influências que podem colocá-los nos caminhos da perdição, Jesus lança seus discípulos como “salva-vidas” e afirma que irá destacá-los para que todos os vejam: “Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte”.

Jesus insiste em dizer que as atitudes do cristão verdadeiro não poderão deixar de ser vistas. Elas chamarão tanta atenção quanto uma cidade edificada sobre o monte. No contexto judaico, era natural a busca por lugares altos para se construir cidades.

Lá do alto ficava mais fácil se proteger do inimigo que tentasse se aproximar. Por isso, ser edificado como era uma cidade indica propósito. Deus sabe exatamente onde deseja edificar, ou colocar cada servo para que ilumine aqueles que estão ao redor.

Pensando desta forma, Jesus justifica de forma muito natural, como se afirmasse mesmo um propósito óbvio: “ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha”. Nesta frase, o termo “acende” no texto grego, faz menção a incendiar. Ninguém incendeia algo para deixá-lo escondido. Perde o sentido de ser. Perde o motivo de existir.

Aquele a quem Deus deseja usar será exposto para que suas atitudes sejam vistas.  E ser visto é chamar atenção para Aquele que o enviou. Em todo o texto Jesus deixa claro que o dever do cristão é ser visto de forma diferente no contexto em que está inserido. A suas atitudes serão vistas e identificadas como uma cidade edificada sobre o monte e seu caráter influenciará aos outros assim como o sal realça o sabor da comida.

Como conseqüência Jesus insiste com os discípulos: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens”. Seria uma redundância Jesus se referir à luz insistindo que ela brilhasse. No original o termo tem o sentido de resplandecer, irradiar ou reluzir. Ou seja, Jesus insiste para que a luz dos seus discípulos brilhe mais do que qualquer outra coisa. Que os seus atos sejam reconhecidos de forma incomparável.

Por último Jesus encerra esta parte mostrando o exemplo que Ele mesmo dá ao vir entregar a sua vida por amor da humanidade. Longe de qualquer “prosperidade” humana, Jesus afirma que em momento nenhum “o sal da terra e luz do mundo” terão a glória.

Jesus exorta aos discípulos que a vida que eles levam deve ser diferente para que o Pai seja reconhecido: “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. O termo original indica o reconhecimento de Deus como realizador da atitude que influencia os outros e dá sentido à vida.

Glorificar ao Pai é responsabilizá-Lo pelo que foi realizado. Jesus veio para revelar o amor do Pai pelos perdidos. Da mesma forma cada cristão deve viver de forma que o mais incrédulo dos homens possa olhar para a sua vida e reconhecer que necessita deste mesmo Deus. Este é o cerne da vida cristã!


Descendo até o Vale

Muitas vezes já ouvimos e lemos a respeito dos “Vales” da vida. São aqueles lugares onde Deus decide nos levar para nos moldar, tirar algumas coisas que não agradam a Ele ou para nos treinar com um objetivo específico. Também é conhecido como o “Deserto”. Para alguns é um lugar sombrio, cheio de tribulação, tristezas e solidão onde se busca a sair apressadamente. Para outros é um lugar onde se encontra a paz, e apesar da solidão, a tranquilidade e a expectativa permeiam o ambiente. Os homens de Deus na Bíblia, em algum momento, foram para o Vale. Até mesmo Jesus foi levado ao deserto pelo Espírito Santo. Com certeza há muitos tipos de “Vale” em nossas vidas. E hoje quero lhes falar sobre alguns destes.

O Vale é um Lugar Perigoso

Uma das coisas que precisamos aprender sobre o Vale é o que acontece lá em baixo. Nem sempre se deseja descer até lá, mas quando menos se espera Deus usa as oportunidades para nos fazer ir até lá.

Se pararmos para observar a história de Israel, o Vale é um local de batalha, local de morte, mas é onde Deus concedia a vitória ao povo. Muitas das grandes vitórias de Israel foram nos vales: Davi matou Golias no Vale de Carvalho (1 Samuel 21.9), Josafá venceu os inimigos que queria destruir Israel nas “ladeiras de Ziz, no fim do vale” (2 Crônicas 20.16), e Ezequiel profetizou sobre os ossos no Vale de Ossos Secos ( Ezequiel 37.1).

Porém, o Vale é um lugar perigoso. Lá é profundo e cercado de montanhas e que a única saída é chegar ao final. Agora vamos imaginar a cena: Um local cercado de montanhas que dificultam a visão e a proteção de quem está em baixo, mas facilita o ataque de quem vem por cima das montanhas. Lá as emboscadas podem ter sucesso facilmente. É um lugar difícil de esconder e se proteger. Por isso, precisamos entender que ninguém desce ao Vale sozinho.

Deus sabe que quando estamos no vale somos vulneráveis, frágeis ao ataque dos nossos inimigos e muitas vezes sozinhos. É lá que a coragem se transforma em medo, o calor esfria e somos levados a ver quem nós somos de verdade. Por isso, a primeira coisa a se fazer é aprender a confiar em Deus. Pois, se estamos no Vale precisamos de proteção. Lembre-se que o poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza (2 Coríntios 12.9) e fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder (Efésios 6.10).

O Vale é um Local de Fortalecimento

É natural acharmos que Deus quer nos livrar de nossas dores, medos e fraquezas de forma milagrosa, com o estalar de dedos ou o mover de suas mãos. E é aí que nos enganamos. Milagres acontecem, mas não antes do Vale, não antes de chegarmos ao fim.

Um de nossos grandes erros nessa hora é recusar o fato de que estamos sendo provados por Deus (Tiago 1.3; Jó 23.10; Salmos 66.10). Acostumamo-nos a sonhar com um deus de “algodão doce” e esquecemos que quem ama corrige (Hebreus 12.6). Achamos que Deus só quer me exaltar sem que eu precise me esmerar, mudar minhas atitudes minha forma de pensar e meu conhecimento sobre o próprio Deus.

Ao contrário do que parece, no Vale, Deus me confronta e faz com que eu encare meu medo ao mesmo tempo. No Vale Deus tem o desejo de fortalecer minhas fraquezas me colocando diante daquilo que eu menos sei como agir. Como um pai que deixa o filho passar por certas situações para aprender a sair delas, assim é Deus.

O nosso maior erro é não aceitarmos o fato de estarmos lá e não paramos para procurar a ajuda de Deus e nos desesperamos buscando a saída, muitas vezes nos afastando do plano que Deus tinha pra nós lá e tornando traumática a passagem pelo Vale.

Se nas nossas vidas não existe acaso porque Deus não cochila (Salmos 121.4) e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e andam segundo o seu propósito (Romanos 8.28), não devemos nos assustar e sair correndo para qualquer lado quando percebemos as provações. O que Deus deseja é que nestas horas nos apeguemos a Ele e busquemos com Ele a saída deste vale. Lembrem-se: nunca estamos sozinhos lá em baixo.


Pelo Seu Poder que Opera em Nós! Efésios 3.2

Meus irmãos, quanto mais lemos a Palavra de Deus, quanto mais ouvimos o Senhor falar, mais nos vemos frente a uma situação onde devemos decidir o que desejamos realmente para nós. Se desejamos aquilo que Deus deseja de nós e para nós, se desejamos viver para a glória de Deus ou se queremos viver à margem, em uma vida medíocre, onde o poder e as bênçãos do Senhor são pela misericórdia e não pela graça.

Muitas e muitas vezes já ouvimos o texto acima. Quantas e quantas vezes já nos deleitamos no fato de que “Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos”. Amamos o termo “infinitamente mais”, pois nos eleva a um novo nível de bênção onde Deus pode fazer muito além do que o meu sonho mais alto e mais lindo…

Somos assim, nos deleitamos nas promessas, no que Deus falou que vai fazer, pois Ele não pode mentir e acabamos nos esquecendo do que cabe a cada um de nós fazer, pois somos cooperadores de Deus (1 Cor. 3.9).

Claro que o significado de “infinitamente mais” nos enche os olhos. E eu creio que Deus queria mesmo chamar a nossa atenção ao Seu poder e amor, e bondade. Deus nos ama e realmente quer fazer por nós infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. No grego, quer dizer: superior, superabundante, excessivo, mais abundante, muito alto, além da medida. Percebam a maravilha que é o poder de Deus operando em nós.

Mas o que muitos de nós se esquecem de ler e refletir à respeito é o que o final do versículo diz: “segundo o poder que em nós opera”. Isso é uma condicional. Em outras palavras: “de acordo com o poder que em nós opera”. Agora devemos nos perguntar: “Qual o poder que está operando em mim?”.

Deus não é ingênuo. Seu Reino não é feito de algodão doce, mas de poder (1 Cor. 4.20). Se somos cooperadores de Deus, ou seja, agimos, trabalhamos e vivemos em conjunto com Deus, devemos também ser responsáveis por manter o poder de Deus em nós.

Se vivermos experimentando o poder da carne ou de satanás em nós, vamos viver as coisas que não tem nada haver com Deus. Deus vai continuar sendo poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, mas não vai ser o Seu poder que vai operar em nós. E se o poder de Deus não opera em nós, não receberemos mais do que pedimos ou pensamos.

A matemática é simples: se eu buscar a Deus, buscar mudar a minha vida, lutar contra satanás e meu pecado, verei o poder de Deus agir na minha vida abrindo a porta para que Ele possa agir de forma que, pelo seu desejo, receberei mais do que pedi ou pensei. Se não faço nada disso, o poder que vai operar em mim é o da carne e “os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rom. 8.8)

Paulo nos mostra exatamente onde mora o poder de Deus. Mostra-nos as condições ideais para que o poder de Deus possa agir em nós Ef. 3.16,17 e 18.


Capítulo 3 – O Poder da Palavra – Mateus 16.19

Este é o último estudo da série A Autoridade dos que Crêem

 

Aqueles que experimentaram o novo nascimento e compreenderam o poder que há no nome de Jesus passam a viver com uma arma extremamente poderosa, que pode abençoar ou amaldiçoar vidas: a autoridade. Esta característica acompanha a todos os que decidiram, pela ação do Espírito de Deus, morrer para o mundo e viver para Deus.

Esta autoridade não pode de maneira nenhuma mudar a mão de Deus ou tirar a sua soberania. Deus vai continuar sempre sendo soberano, mas o mau uso desta autoridade pode causar problemas graves para aquele que não percebe o dom herdado pelo nome de Jesus.

Tudo o que Ligares na Terra

A autoridade dos que crêem não é ilimitada. Ela nunca vai ser maior que a autoridade de Deus. Ele nunca será “refém” de nossas decisões ou vontades. Deus vai sempre ser soberano. Caso contrário, Ele deixaria de ser Deus.

De acordo com o termo em grego este “ligar” e “desligar” não têm nada haver com um interruptor espiritual onde você pode utilizar para a sua vontade escolhendo o que desligar ou ligar na vida dos que você deseja abençoar ou “amaldiçoar”. Os termos tem o sentido de “unir” ou “desunir” respectivamente algo que Deus já “ligou” ou “desligou” previamente.

Porém, a frase do próprio Jesus designa certa autoridade na vida dos que crêem. Mas, para que seja exercida esta autoridade deve estar de acordo com a Palavra de Deus. “Tudo o que ligares na terra” deve estar de acordo com a vontade soberana de Deus, ou seja, deve ter sido ligado primeiramente no céu. Aquilo que chega até nós é a Palavra Liberada de Deus. É a vontade de Deus para determinado fim ou objetivo. É Deus quem deseja e estando sob o nosso conhecimento, é liberado também por nós. Isto tem haver com a Unção.

A Unção

Ao contrário do que muitos pensam a unção não é poder, mas sim autorização. A unção de cura não diz que o indivíduo tem poder para curar, pois o poder vem do Espírito Santo que designa os dons de acordo com a sua vontade (1 Cor. 12. 1-11 Hb 2.4). O que acontece é que o indivíduo recebe do Espírito Santo a unção (autorização) para liberar a cura. Não somente neste dom, mas em qualquer outro a Palavra de Deus precisa ser recebida antes.

O processo, porém não é automático. Assim como em qualquer outra ocasião, aquele que libera uma palavra, aviso ou ordem deve estar presente para validar o que foi dito e selar a ordem. Para que a Palavra, ou Unção seja liberada é necessário que haja a presença de Deus e o selo, que é o Espírito Santo, o qual concede autorização para que seja cumprida a Palavra.

O Amor é o Maior dos Dons

A sabedoria de Deus é impressionante. Ele conhece o homem no seu mais profundo íntimo e nos mostra o cuidado que tem por nós em sua Palavra. Deus sabia que Satanás sempre iria tentar desmantelar seu plano na Igreja e de forma inexplicada inspirou o apóstolo Paulo com o que se conhece como o “capítulo do amor”.

Nele, mensagens maravilhosas foram tiradas a respeito do amor, inclusive músicas profanas, vazias de conteúdo, usaram-no em algum momento. Mas o amor e a sabedoria de Deus não cessaram na inspiração. O capítulo treze de Primeira Coríntios nos trás uma das maiores lições a respeito de todos os dons que Deus deseja nos presentear.

O “capítulo do amor” fica exatamente antes do capítulo que fala sobre os dois maiores dons buscados na atualidade. O dom de língua e o de profecia. Paulo ironicamente termina o capítulo doze convocando-nos a buscar “com dedicação os melhores dons” e inicia o capítulo 13 nos revelando que existe um “caminho mais excelente, o caminho do amor.

É através do amor que os dons são derramados. Se não houver amor pelas almas perdidas não haverá o dom da Palavra. Se não houver o sofrimento gerado pelo amor não haverá a misericórdia pelos doentes e não haverá a cura. Se não houver amor pelo cuidado dos novos convertidos não haverá o dom de discernimento de espíritos para protegê-los. O amor é o maior de todos os dons e sem ele os outros dons não irão atuar.

Veja o que diz o primeiro verso de 1 Cor. 14: “sigam o caminho do amor”. É como se Deus estivesse exortando que se você gostou da idéia de ter um dom, se quer exercer o ministério que Deus te chamou para ter, mas não tem amor pelas pessoas, pare e volte para o capítulo 13. Só passe para o quatorze depois que houver amor em seu coração, pois este é o maior dos dons.

Usando a Autoridade da Forma Errada

Existe uma condição em nós que nos permite usar a autoridade de forma errada. Apesar da soberania de Deus, nós podemos atrasar o cumprimento da bênção de Deus na nossa vida e em determinados casos na vida dos que nos cercam. Essa condição é a falta de conhecimento de que temos autoridade.

Todos nós já ouvimos dizer que a palavra tem poder e isto não está de todo errado. Mas, caso haja autoridade isso pode ser destrutivo. Imagine uma mãe ou um pai que diz o que quer com seu filho, libera na vida dele todas as palavras de destruição que ela pode conhecer. Se fosse um vizinho, não faria diferença, pois a autoridade está sobre os pais, desde que eles abençoem o filho, nada acontecerá. Porém, no caso acima, a autoridade do pai e da mãe gera o que chamamos de legalidade. Se a Unção tem uma antítese, essa é a legalidade.

Na legalidade você permite que Satanás atue através de sua palavra. Sem perceber, ao dizer as coisas que são contra a vontade de Deus como um xingamento ao seu filho ou uma acusação contra seu marido ou esposa, Satanás usa a sua autoridade na vida do seu filho ou casamento para agir contra a vontade de Deus, “pervertendo os caminhos retos do Senhor” (Atos 13. 4-11)

Satanás não tem poder contra as bênçãos de Deus em sua Palavra Liberada. Porém, ao usar a autoridade da forma errada, ele encontra a porta que procurava e o desastre pode ser grande (1 Pedro 5.8).

Para Mim e Para Você

Existem determinadas funções que Deus separou servos a quem Ele chamou para cumpri-las especificamente. Efésios 4.11 nos mostra isso claramente: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Com exceção destas cinco funções, o Novo Testamento não faz nenhuma referência limitando os que podem receber os dons do Espírito Santo.

Se você faz parte do Corpo de Cristo, experimentou o novo nascimento, aceita que o Deus transforme o seu interior e adora a Deus com a sua vida, tudo o que precisa fazer é estar disponível, não limitando o poder de Deus sem desejar mais um dom que o outro.


“Importa-vos nascer de novo” João 3.7,8

Esse texto não é só meu. Tem bastante coisa de outros autores também. Faz parte de uma série de mensagens que estou pregando sobre a autoridade dos que crêem. Este é o 1° de 3. Estarei postando os outros nas próximas semanas. Espero que Deus abençoe vocês…

Nada é mais importante do que conhecer o Senhor. Nada tem mais valor do que invocarmos o doce nome de Jesus e termos a certeza de que estamos em sua presença, aceitos como filhos de Deus regenerados, que pela graça recebemos a salvação e o Consolador.
Porém, existe um processo pelo qual todos os que estão no caminho da salvação devem passar. É este processo que garante a autoridade dos que crêem: Nascer de novo. Nascer de novo, aos olhos de Deus, se fundamenta na certeza absoluta de que qualquer pessoa muda radicalmente de vida. Esta mudança radical deveria ser ponto chave na vida dos crentes, deveria ser inconfundível. Mas o que tem acontecido hoje? Será que temos vivido de forma tão inconfundível ao ponto de sermos reconhecidos? Ou nossas atitudes, palavras e vidas se parecem tanto com o mundo que nos perdemos entre a multidão?

O Que Está Acontecendo Conosco?
Existe hoje, em nossas Igrejas, o impulso de não somente relativizar o indiscutível como também de suavizarmos a verdade de Deus para que as nossas vidas não fiquem “tão fora assim” do céu.
Jesus deixa bem claro para Nicodemos: “Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (João 3.3). Então, como é possível que alguém afirme ser cristão sem nascer de novo, sem aceitar que sua vida mude radicalmente? Infelizmente é o que temos visto nas Igrejas de massa. Não existe uma preocupação com a mudança de vida, com o nascer de novo, com o abandono do pecado, com a presença do Reino de Deus.
Existem nas Igrejas de hoje verdadeiros agentes funerários espirituais que maquiam os mortos para que sua aparência agrade outros mortos. E a conseqüência nas Igrejas de hoje são fileiras se enchendo, mas as pessoas da igreja ainda estão indo para o Inferno, as orações não estão sendo respondidas, milagres não acontecem, pessoas não conhecem a Deus, o Espírito Santo não atua e crentes nominais vivem sem autoridade. A maioria destas pessoas não sabe, de fato, o que está errado com elas.

O Novo Nascimento é o Início da Mudança
Quando Jesus disse a Nicodemos: “Importa-vos nascer de novo” (João 3.7), Ele não estava compartilhando uma informação interessante, mas que não tinha importância. Estava conduzindo-o à vida eterna.
Somente aqueles que nasceram de novo podem experimentar a plenitude das palavras de Jesus. Em João 6.63 Jesus diz: “as palavras que vos tenho falado são espírito e vida”. Fica claro para nós que as palavras de Jesus nos conduzem para um mundo diferente do que estamos acostumados a viver, nos conduzem para um mundo espiritual onde as regras são diferentes. Um mundo onde o desejo da minha carne não influencia a minha tomada de decisões ou a forma como eu vivo. Jesus está dizendo que as suas palavras nos tornam vivos para o mundo espiritual.
Dallas Willard define vida como sendo: “o poder para interagir em um tipo específico de relação”. Exemplo: uma rosa está viva, porém se eu jogar perto dela um novelo de lã ela não vai brincar com o novelo. Ela está viva, mas está morta para o mundo da brincadeira. Porém um gato possui vida e se eu jogar um novelo de lã perto dele ele vai brincar com este novelo, diferente da rosa. Mas se eu colocar perto do gato um livro de poesia ele não vai ler, pois o gato tem vida, mas está morto para o mundo das artes.
Assim como no Gênesis que, por causa do pecado, Adão é expulso do Éden. Isso significa que Adão morre para um tipo de relacionamento específico. Adão está vivo, mas está morto para Deus. Morto para o mundo que Jesus chamou de “espírito e vida”. Assim como Adão, nós estamos vivos, mas estamos mortos para Deus até que venhamos experimentar o nascer de novo.

Ainda Somos Nós Mesmos, Mas Novos
O novo nascimento é a criação da vida espiritual e não uma imitação desta vida. Quando nascemos de novo passamos a obter uma nova vida e não uma nova religião. No início do capítulo 3 de João, o autor deixou bem claro quem era Nicodemos: “um dos principais dos judeus”. O que João deixa claro é que mesmo todo o admirável estudo, disciplina e firmeza de Nicodemos em seguir a lei não substituíam a necessidade do novo nascimento.
Jesus estava dizendo a Nicodemos – e a nós – que não precisamos de religião e sim de vida. Para Jesus, o novo nascimento trás uma vida nova para o mundo. Nicodemos estava vivo, mas estava morto espiritualmente, pois nele não havia vida espiritual. Ele ainda precisava nascer.
O que acontece no novo nascimento é que surge uma vida que não existia antes. Uma nova vida começa no momento do novo nascimento. Não se trata de uma atividade religiosa, de disciplina ou de decisão. Trata-se do surgimento de uma vida onde “as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Cor. 5.17)

Experimentando o Sobrenatural, e Não Somente Afirmando a sua Existência
Nascer de novo não é uma a mera afirmação do caráter sobrenatural em Jesus, e sim, experimentarmos o sobrenatural. Em João 3.2, Nicodemos afirma reconhecer no ministério de Jesus uma genuína atividade divina. Admitiu que Jesus viera de Deus e que fazia as obras dEle. Mas Jesus não reagiu a isso dizendo: “Gostaria que todos na Palestina vissem a verdade como você vê sobre mim”. Em vez disso, Ele falou: “Você precisa nascer de novo ou nunca verá o Reino de Deus”.
Jesus deixou bem claro que não é a admiração, ou encantamento com os milagres ou a afirmação que Jesus veio de Deus que permite a salvação. E isso é um perigo, pois eu não preciso de um coração novo para ficar encantado com as maravilhas que Deus faz. Só a natureza humana já é suficiente para nos admirarmos e a natureza humana tem a inclinação de afirmar que aquele que faz milagres vem de Deus. Mesmo o Diabo sabe que Jesus é o Filho de Deus e faz milagres (Mc. 1.24).
O que importa não é a mera afirmação do caráter sobrenatural de Jesus, e sim experimentar em si mesmo o sobrenatural. O novo nascimento é sobrenatural, e não natural. Aquilo que é nascido deste mundo não pode ser a causa da ocorrência do novo nascimento. “o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito” João 6.6. A carne é o que somos por natureza. O Espírito de Deus é a pessoa sobrenatural que ocasiona o novo nascimento.

Uma Nova Criação, não um Aperfeiçoamento da Antiga
O que acontece no novo nascimento não é o aperfeiçoamento da velha natureza, e sim a criação de uma nova natureza humana. Uma natureza que é realmente você, perdoado e purificado; uma natureza que é realmente nova, formada em nós pelo Espírito de Deus que habita em nós.
Em João 3.5 Jesus diz a Nicodemos: “em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”. O que Jesus quis dizer com os termos: “da água e do Espírito” não se relaciona com o batismo, como alguns afirmam. Mas sim com o contexto de Jesus que se baseia no Antigo Testamento e não no batismo que é ensinado somente no Novo Testamento.
Abra sua Bíblia em Ezequiel 36. 24 – 28. Observe que Deus vai aspergir água para purificar e dará um espírito novo. Em outras palavras, entrarão no reino aqueles que têm uma novidade que envolve a purificação do velho e a criação do novo. Está purificação não quer dizer que deixaremos de ser nós mesmos. Se fosse assim todo o conceito de perdão dos pecados e purificação seria irrelevante. Seríamos outras pessoas com outros nomes e outras vidas. Nada restaria do passado para ser purificado ou perdoado.

A Necessidade de Ser Novo
Porém, além do perdão e da purificação nós precisamos de algo mais. Precisamos de vida. Precisamos de uma maneira nova de ver, pensar e avaliar as coisas. No novo nascimento Deus remove o coração duro como pedra, insensível e dá-nos um coração de carne, vivo, terno, que responde ao chamado e às Palavras de Deus e que sente o valor de Deus.
John Piper falando sobre isso diz: “O quadro que tenho em mente é que o novo coração fervoroso, real e vivo é como um pedaço de argila disforme e mole no qual o Espírito Santo age e dá uma forma espiritual e moral de acordo com seu próprio caráter. Habitando em nós, Ele mesmo possibilita que nosso coração e nossa mente expressem seu caráter – seu espírito (cf. Ef. 4.23)


Esse vídeo é bom de mais…


Adoração

Os textos de: Gn 24.26, Gn 24.48, Ex 4.31, Ex 12.27, 2 Cro 20.18, 2 Cro 29.28, Jó 1.20, possuem a mesma característica a respeito da adoração. Você conseguiu percebê-la?

Todos têm a mesma característica de adoração – prostrar-se.

Prostrar-se por sua vez possui o sentido de reconhecimento da superioridade. Ao que parece, a adoração no Antigo Testamento tem uma característica física, onde a expressão corporal diz muito do estado de espírito da pessoa. Por exemplo: 1 Reis 8.29 – na consagração do templo em Jerusalém, enquanto orava, Salomão colocava o templo como um referencial da presença de Deus. O nome de Deus habitava no templo. Todo aquele que orasse voltado para o templo. Assim como em Lc 18.13 – o publicano batendo no peito. 1 Cro 15.29 – Davi dançando enquanto trazia a arca da Aliança de volta para Jerusalém. Ex 15, 20 – Miriam tocando seu pandeiro após a travessia do Mar Vermelho.

A adoração no Antigo Testamento é repleta de símbolos que precisam ser vistos, o sacerdote precisa entrar no Santo dos Santos uma vez por ano, precisa de uma roupa específica, o sangue deve ser espargido uma vez por ano para o perdão dos pecados e os sacrifícios são feitos de forma geral.

No Novo Testamento o cenário agora é outro. Com a ressurreição de Jesus e a descida do Espírito Santo o pólo e invertido. Tudo aquilo que antes acontecia de forma física, de forma visível agora passa a ser invisível. O local do templo agora mudou. Não é mais um lugar de quatro paredes. Agora é de carne e osso. O Deus que antes habitava no templo se torna mais exigente e diz que ao vai mais habitar em templos feitos por mãos de homens.

A adoração no Novo Testamento passa a ser pessoal, cada um realiza seus sacrifícios e se torna responsável pela própria adoração. A figura do sacerdote humano passa a ser inútil, sendo o culto agora feito de forma instantânea dispensando a presença de um mediador humano, pois agora cada pessoa pode ter livre acesso ao Santo dos Santos através de Jesus Cristo.

No Novo Testamento, cada pessoa agora pode se prostrar diante de Deus, reconhecer quem Ele é, reconhecer os seus feitos (isto é a definição de louvor). A própria liturgia se transforma. E cada homem ou mulher pode ir até o Sagrado, pode se achegar ao “totalmente outro”, se prostrar e adorá-Lo sem sair do seu lugar, em um abrir e fechar de olhos.

Em Rom. 1,9 Paulo enquanto relata o seu desejo de visitar os romanos, se utiliza de uma frase que chama a nossa atenção e explica essa nova realidade de adoração: “Deus, a quem sirvo em meu espírito…”

  O dicionário Priberam define adorar como:

v. tr.

1. Prestar culto a.

2. Ter muito amor a

Biblicamente falando, adorar a Deus é permitir que a Palavra de Deus atue em você. É sentir um amor tal por Deus, onde você se aproxima de dEle, permite que Ele fale e aceita a sua Palavra em sua vida. É ter o coração aberto para o desejo de Deus, e oferecer a Ele o que Ele deseja e não o que você quer dar. Aí sim, a adoração pode acontecer através de uma música, de uma mensagem, de um texto, de contemplar a obra de Deus.

Para que haja adoração é necessário ouvir Deus falar. Quanto mais próximo, quanto mais íntimo, maior será o silêncio que faremos, maiores serão as mudanças realizadas por Ele, maior será a adoração.


Aprendendo a ver o que Deus vê!

Nós seres humanos jamais conseguiríamos ver com clareza, mesmo com todo o nosso esforço o que Deus vê, porém a Palavra de Deus é como óculos que nos permite enxergarmos além do que nós mesmos podemos sonhar.

Quanto mais nos colocamos a dispor deste norteador que é A Palavra de Deus, nos tornamos por Ela, cada vez mais hábeis, a descobrirmos um pouco do que Deus vê, para nós, e o que Ele pode fazer em nós e através de nós.

A nossa humanidade nos leva a olharmos sempre para determinados pontos fixos de nossas vidas, ou das circunstancias, e se por alguns instantes nesta noite juntos pudermos perceber que a mudança de alvo, pode mudar todas as demais coisas então estaremos abertos para prosseguirmos para uma jornada de vitórias.

As feridas, o passado, os sonhos… são pontos fixos quais nossos olhos costumam se prender, entretanto nesta noite, o Senhor te convida a olhar para seu FUNDAMENTO.

Geralmente somos levados a olhar para o alto, porém sem deixarmos de olhar para Deus, olharemos para o nosso FUNDAMENTO, a nossa base, o que por vezes nem aparece tanto, contudo não poderia deixar de existir.

Muitos cristãos aceitam a Cristo, contudo, não fazem de Sua Palavra o seu fundamento, sua base, seu sustento, VOCÊ PRECISA BUSCAR O FUNDAMENTO ESPIRITUAL PARA SUA VIDA.

Pois é ele que nos permite vivermos uma vida real com Deus, na presença de Deus, sem fundamento não há oração, e sim uma formula que é repetida inúmeras vezes sem resultado, sem fundamento, a Palavra de Deus pode até ser lida, porém não há onde ela descansar.

Precisamos adquirir em nós, FUNDAMENTO ESPIRITUAL, se quisermos viver uma vida sobrenatural aqui na terra, somente quando estabelecemos fundamento de Deus em nós, é que Deus poderá construir em nós o cumprir de Sua Palavra.

Como fazemos isto? Como conseguimos tirar nossos olhos de pontos fixos comuns de nossas vidas?

  • ·         A PALAVRA DE DEUS EM NÓS, EM NOSSOS CORAÇÕES E PRÁTICAS É O FUNDAMENTO ESPIRITUAL DE DEUS PARA NÓS.

Não estou falando de uma pessoa que lê a Bíblia antes de dormir, ou quando está desesperada, e sim alguém que toma uma decisão de viver segundo a Palavra de Deus.

Ex. Abraão. Gn 12 – Neste texto Deus chama Abraão e lhe dá uma promessa, pela Sua Palavra, e lhe diz para andar segundo esta promessa.

Muitos de nós estabelecemos nossos caminhos, e depois pedimos, ou até mesmo procuramos uma Palavra de Deus, que se enquadre a nós, contudo, isto não funciona isto é olhar em nossos pontos fixos. Para a Palavra de Deus ser fundamento ativo, ela deve ser nosso ponto fixo.

Abraão fez da sua vida, o seguir a Palavra de Deus, firmado na certeza de que Deus era poderoso para fazer todas as coisas, que até mesmo, ele não sabia, Abraão cedeu o poder de saber o que acontecerá a Deus, permitindo que o Senhor então ampliasse o ponto de alcance da vida e das decisões de Abraão.

QUANDO SOMOS CRIANÇAS AS PESSOAS SEMPRE NOS PERGUNTAM: O QUE VOCÊ SERÁ QUANDO CRESCER?

As pessoas têm suas variadas respostas, contudo, Abraão responderia, “Eu não sei, só sei que devo seguir uma Palavra”.

Qual é o seu problema? Eu não sei, só sei que devo seguir esta Palavra… Ela me diz que tudo já foi consumado, então não preciso me desanimar, só devo continuar seguindo esta Palavra.

Parece até estranho viver assim como quem não sabe, contudo, se você analisar, a Palavra de Deus quando é fundamento para as nossas vidas, não nos permite parar, Ela sempre nos movimenta.

Em João 15 – Jesus diz que Sua Palavra nos limpa, para que venhamos a dar muitos frutos, ela nos possibilita a sermos o que ainda não somos, a irmos onde nunca imaginamos que poderíamos.

“Se vós permanecerdes em mim, pedi o que quiserdes e será feito”

Ao lermos este texto, percebemos claramente o que Deus fez com Abraão, ele decidiu o caminho de Deus para sua vida, e mesmo sendo ser humano, mesmo cometendo erros por tentar ajudar as coisas acontecerem, o Senhor estava sempre ali perto, algumas vezes em silencio, para que Abraão compreendesse que havia errado e outras lhe dizendo para onde ir.

Deus sempre tem um caminho, uma porta para aqueles que se dispõem a aventura de viver com o Fundamento de Sua Palavra.

Quando nós agimos assim, ao chegarmos à presença de Deus, chegaremos não como quem chegou a algum lugar e quem sabe seja um dia bom… e sim como quem já chega sabendo que haverá uma PORTA.

Abraão sempre que se achegava a presença de Deus, o encontrava para resolver sua vida, pedir perdão, ser alimentado, ser fortalecido, sempre com a força de prosseguir.

VOCÊ JÁ PERCEBEU QUE SEMPRE NA BÍBLIA AS PESSOAS QUE PROSSEGUEM NUM FUNDAMENTO, NUM CAMINHO DIVINO, ENFRENTAM GRANDES BATALHAS, PORÉM NÃO SÃO ABATIDAS PELO CANSAÇO, OU PELA DESISTÊNCIA?

A Palavra de Deus nos firma nos levanta, em todas as circunstâncias de nossas vidas.

Por Abraão estar firmado a Palavra de Deus, Ele sabia que sempre seria ouvido e respondido, seja qual fosse a circunstancia de sua vida.

No texto de GN 21 Vemos que Deus, não tem a necessidade de se auto afirmar como Deus Poderoso, contudo, compreende as necessidade de nós seres humanos, e Deus dá um ânimo a Abraão, um filho Isaque, para um homem de idade avançada cuja mulher era também já de idade avançada e estéril, por que?

Por que eles precisavam disto!

Quando nós estamos vivendo a Palavra de Deus, tudo que é necessário, importante… o Senhor nos dará, e ainda em forma de grandes milagres. Deus sabia que não era Isaque que iria fazer tudo acontecer, e levou Abraão a compreender isto, “Te dei um filho por você, porém a minha Palavra se cumpre, por ser Minha Palavra”.

Foi quando Abraão descansou, e subiu para oferecer Isaque, GN 22, sabendo que se ele continuasse andando em cima da Palavra de Deus, tudo o que lhe era importante, e necessário, jamais lhe seria falta. Ele então desce com seu filho Isaque nas mãos, e a Palavra de Deus em seu coração e vida.

PAULO QUANDO OBSERVA TUDO ISTO, ELE EM ROMANOS 4: 14 DIZ QUE ABRAÃO APRENDEU A VER AS SISTUAÇÕES E ATÉ MESMO RECONHECER QUE ERAM DIFÍCEIS, PORÉM NÃO ANDAVA SEGUNDO ELAS, E SIM, SEGUNDO O FUNDAMENTO DA PALAVRA DE DEUS.

E ele estava certíssimo que Deus era Poderoso para fazer exatamente o que Ele havia dito que faria. E louvou!!! Venceu dando Glórias a Deus.

Abraão não ficou com as mãos pra cima em um momento de sua vida cantando, ele aprendeu a essência da Adoração, aprendeu a não andar por vista, a não andar segundo as sentenças desta terra, não andar segundo seus próprios pensamentos, e suas forças, por que sabia que tudo isto diante de uma PALAVRA DE DEUS, não fazia sentido nenhum!!!

GN 15 – Abraão precisava em sua vida, de uma CERTEZA, como saber que Deus vai cumprir Sua Palavra em minha vida?

Por vezes nós lemos a Bíblia e nos fazemos esta pergunta, como? VS. 8-16

Se você compreender isto com seu coração nesta noite, a dúvida já não mais fará parte de sua vida, quanto a toda a Palavra de Deus e seu cumprir.

Deus pede que Abraão faça um sacrifício, para uma aliança. As aves vinham tentar pegar as carnes que estavam ali, porém Abraão não permitia que fossem tocadas, e assim que o sol se pôs Abraão cai em sono profundo e Deus ali fala com Ele.

Tudo foi um tipo do que Cristo, fez por nós, ele se entregou, foi partido por nós, e não foi tocado por nada que era imundo, nada que era carnal, quando em nós há a certeza da presença de Cristo, nas nossas vidas, a perfeição de Cristo em nós, poderemos assim como Abraão, descansar e ouvir a Palavra de Deus.

Abraão, não tinha em si dúvidas que Deus é Fiel a Sua Palavra, então Ele fez uma aliança com Deus de fidelidade dele para com Deus.

Isto quando fazemos, traz sobre nós o descanso da Palavra de Deus, Gn 14: 18-24.

Abraão antes mesmo de viver tudo o que Deus, lhe daria, fez uma aliança de fidelidade com Deus.

Quando nós deixamos nossas vidas, serem guiadas pelo poder da Palavra de Deus, Ela se estabelece sobre nós como fundamento, e assim podemos sempre prosseguirmos, segundo os milagres de Deus, que serão constantes, sobre todas as áreas de nossas vidas, pois em Deus não há carências.

E quando somos fiéis a Deus, por toda a sua fidelidade, então Deus estabelece sobre nós seu projeto eterno.

Creu em Deus, e isto lhe foi imputado como Justiça.

Creia em Deus, se permita viver segundo a Palavra de Deus, e isto, a Palavra de Deus, será a sua Justiça, e jamais deixe de ser grato, por tudo, seja um fio de cabelo, ou uma correia de sapato, como Abraão disse,  e em tudo você verá o milagre de Deus, na sua família, na sua vida pessoal, na sua saúde, nos seu sonhos… em tudo.

SE LANCE AO FUNDAMENTO QUE VEM DO TRONO DE DEUS PARA A SUA VIDA.

Abraão não tinha idéia do que Deus estava vendo, ele prosseguia passo a passo, e o que é lindo é que Abraão não viveu de esperanças e sim de passos cheios de esperanças que foram liberados por Deus.

Deus vê muito além… muito além!!!


Se você confiar no Senhor Ele te honrará

Sempre que colocamos nossa confiança nas mãos do Senhor e em Sua Palavra o Senhor nos honra! O desejo do coração de Deus é nos ver felizes, realizados completos, como Seus Filhos.

E o Espírito Santo de Deus, como nosso Ajudador, nosso Conselheiro, nos ensina os caminhos de Deus para que esta verdade seja completa em nossas vidas.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Efésios 1:3

A Palavra de Deus nos assegura que Ele já nos abençoou com toda a sorte de bênçãos, ou seja, com todos os tipos de bênçãos, e elas estão em Cristo, por isto que muitas pessoas não recebem as bênçãos de Deus em suas vidas, por que não estão em Cristo Jesus, há um grande segredo nisto tudo…

Deus escolheu abençoar os Seus filhos…

Em Cristo Jesus a Palavra de Deus nos assegura que já estamos abençoados, quando dedicamos a nossa vida a estarmos debaixo da Palavra, da Direção de Deus, seja para qualquer tipo de decisão precisamos entender que toda a benção está em Cristo.

Em Mateus 6.19-21 – Jesus diz: não ajunteis tesouro na terra onde a traça e a ferrugem consomem, ou ladrões vem e roubam… Mas ajunteis tesouro no céu, pois nada pode corromper o que vem da parte de Deus, pois onde o teu coração estiver ali também está seu coração.

Sempre que um filho de Deus deixa de buscar em Cristo os caminhos de sua vida, passa a viver sua vida sem o poder de Vida de Cristo, e nisto não há benção alguma, se o nosso coração estiver em Cristo, automaticamente toda a nossa vida receberá o que Deus já separou para nós. ISTO É AJUNTAR TESOURO NO CÉU.

É RECEBER TUDO O QUE JESUS CONQUISTOU PARA AS NOSSAS VIDAS HOJE!

VS 22- Os olhos como já comprovado pela nossa ciência é que trazem luz a nosso corpo, eles que são literalmente a janela de nossa alma permitem que a luz penetre em nosso sistema nervoso central, e controle assim todo nosso sistema para distinguirmos a diferença entre dia e noite, diferença de tempo, etc.

Jesus Cristo já sabia disto, e trás a algo além, ele nos traz uma mensagem de que não apenas biologicamente os olhos são também espiritualmente a janela de nosso corpo, tudo o que colocamos diante de nossos olhos e desejamos passa a fazer parte de nossas vidas.

O tipo de luz que está diante de nós, é o tipo de luz que está em nós, por isto que precisamos ter muito cuidado com o que nós colocamos como LUZ para nós. VS 23.

Quando nós, como filhos de Deus, deixamos de colocar à nossa vista a Palavra de Deus, deixamos de buscar em Deus e nas Suas verdades nossos caminhos e decisões, deixamos de receber o que há em Cristo e passamos a receber o que o mundo oferece através de conselhos, pensamentos e até mesmo a convivência das ações humanas em nosso cotidiano.

E tudo o que o mundo tem a oferecer, não tem vida, não tem a luz de Deus, é puramente trevas… E isto é exatamente ajuntar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem…

Quando permitimos que o mundo volte a passar “sua luz” pra nós, permitimos que tudo o que compõe o mundo, venha sobre nós… Traças e ferrugens que consomem tudo.

O SEGREDO QUE JESUS TRÁS, É QUE SOMENTE CONQUISTAMOS DE VERDADE, COM CONFIANÇA E TRANQUILIDADE EM QUALQUER ÁREA DE NOSSAS VIDAS, QUANDO A LUZ DA SUA VERDADE É O QUE NOS GUIA DIANTE DAS CIRCUNSTANCIAS.

A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores. Provérbios 10:22

Quando buscamos a benção do Senhor em nossas vidas, nos tornamos não apenas o que nós temos sonhado, mas muito além, pois o enriquecer de Deus é muito mais do que conquistar algo ou alguma vitória, e sim é sermos realizados em todas as áreas de nossas vidas, as obras de nossas vidas são bem sucedidas por Deus.

Aquele que nem mesmo o seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Romanos 8:32

Quando nos entregamos à suficiência de Deus, recebemos com ele todas as coisas… Precisamos aprender a confiar no amor de Deus e nos sujeitarmos a este amor em todas as áreas da nossa vida, por que esta é a verdadeira salvação e libertação de Deus.

Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, Efésios 3:20

Precisamos aprender a colocar nossa confiança nas mãos do Senhor e no Seu poder, não há como buscar a Deus e buscar as coisas deste mundo… Como se um completasse o outro, mas isto não acontece.

Quando estamos na presença de Deus, quando nossos olhos estão na Presença de Deus, não precisamos estar cuidadosos quanto a nossa vida, no sentido de ansiosos, preocupados…


Relacionamentos

É comum do ser humano buscar relacionamentos. Os interesses são os mais variados. Podem ser políticos, sociais, sentimentais, etc. Mas uma característica em comum nos relacionamentos é que buscamos algo que possa suprir uma necessidade ou uma carência.

O dicionário Priberam, um dos mais acessados da internet, define o termo relacionamento como sendo, entre outras coisas, “estabelecer relação ou analogia entre”. Também define o termo analogia como sendo: “relação de semelhança entre objetos diferentes” e “investigação da causa das semelhanças”.

Não é de admirar que, de acordo com estas definições, busquemos manter relacionamentos com aquilo que admiramos e desejamos. É normal do ser humano se espelhar em algo, ou alguém e desejar ser como ele é.

Quando penso em relacionamentos, me lembro de um jogo para computador chamado “The Sims”. É um jogo que tem como objetivo imitar a vida de uma pessoa normal, suprindo as suas necessidades mais básicas como comida, higiene, limpeza do ambiente, trabalho, descanso e relacionamentos. Esses objetivos são medidos por barrinhas de energia que indicam as necessidades do jogador de acordo com o momento. Essa pessoa do jogo vive mais e melhor quando suas necessidades ou interesses são supridos por completo. Mas se estas expectativas não são alcançadas durante muito tempo, o jogador corre o risco de ver seu jogo se acabar, pois a pessoa no jogo morre. Game Over!

Assim como o jogo, alguns dos nossos interesses podem variar de acordo com o nível de relacionamento. Por exemplo, o relacionamento entre namorados. No começo vem a admiração, depois o desejo de estar perto, depois a paixão, depois o amor. Estes interesses de relacionamento são diferentes de pai para filho, por exemplo. Que por sua vez são diferentes entre irmãos e assim vai.

Por outro lado, assim como uma moeda, o relacionamento possui duas faces: o dar e o receber. Ao mesmo tempo em que desejamos nos relacionar e suprir as nossas necessidades, o inverso também acontece. É necessário suprirmos as necessidades de relacionamento do outro.

Um sentimento muito comum e perigoso e que muitas vezes é cultivado sem que percebamos é o egoísmo. Algumas pessoas entendem que o relacionamento possui somente um lado da moeda e seus relacionamentos existem somente para suprir as suas expectativas ou necessidades.

Outro sentimento bastante comum é a barganha. Tipo uma troca: só dou se eu receber primeiro. Isso vale pra tudo: carinho, atenção, cuidado, amor, etc. São relacionamentos instáveis, que tendem a ruir na primeira tempestade.

Diante disto, podemos começar a nos perguntar: qual o meu interesse em minhas relações familiares e com Deus? Eu tenho procurado suprir as expectativas daqueles com quem me relaciono?

Estas perguntas devem ser feitas por cada um de nós a cada dia. Assim como todos devem ter tempo para se relacionarem e suprirem a sua expectativa, também devemos estar revendo nossas atitudes em nossos relacionamentos. Assim como no jogo “The Sims”, será que temos enchido as barrinhas do nosso relacionamento de forma correta?

Mas, mudando um pouco o foco agora, você percebeu que é possível cometer estes mesmos erros em relação ao relacionamento com Deus? Percebeu que podemos barganhar ou mesmo sermos egoístas com Deus? Nossa vida de relacionamento com Deus pode estar muito boa ou pode estar um caos, dependendo de como temos tentado suprir as expectativas de Deus em relação à nossa vida.

É isso mesmo! Deus tem expectativas a respeito de cada um de nós. Ele não é egoísta nem barganha conosco, mas está muito interessado em nossos problemas, trabalho, namoro, noivado, faculdade, finanças, etc.

No filme “Desafiando Gigantes”, no vestiário, enquanto o técnico está explicando a nova filosofia do time em relação à Deus, um dos rapazes pergunta: “Deus está interessado em football?” E o técnico responde de uma forma curiosa: “Se football preenche seus pensamentos e você pode honrá-lo enquanto joga, Deus está interessado em football, sim”.

Nosso Deus é um Deus pessoal, que busca relacionamentos. Todos nós sabemos decorado o texto de João 4.23 – “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.”

Uma vida de relacionamentos é baseada na confiança. Assim como o casal de namorados que vai depositando a confiança na fidelidade um do outro. Como um filho que confia nas palavras do seu pai. E como um irmão que não vai trair a confiança no outro. Da mesma forma deve ser o relacionamento com Deus.

Quero chamar a sua atenção para um detalhe curioso. Talvez você possa dizer que Deus não tem falado com você apesar de sua vontade que isso aconteça. Mas, será que você tem o desejo de realizar a vontade de Deus ou somente o desejo de saber qual é esta vontade? Lembre-se que Deus não se revela aos curiosos. O curioso não quer obedecer a vontade de Deus. Ele somente quer saber. É diferente daquele que é obediente. Este quer saber para realizar a vontade de seu Pai.

Que possamos entender que ganha muito mais aquele que divide

Que possamos entender que os nossos relacionamentos nos tornam pessoas importantes para aqueles com quem nos relacionamos

Que possamos entender que Deus tem muito mais pra nos dar e ensinar quando desejamos estar com ele para suprir as Suas expectativas em nossas vidas

Até que venha Aquele que é perfeito e nos guarde em seu Reino


O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.

O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a própria sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.

As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.

Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?

Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.

Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”

Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.

Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais refinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.

O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.

“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.

A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!

Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.

“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.

Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?

É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.

Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.

Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nós mesmos.

Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.

A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.

Transcrito do livro:

BARTH, Karl. Dádiva e Louvor – Artigos Selecionados. Ed. Sinodal, São Leopoldo,RS. 1986


Jesus e os símbolos judaicos

Há algumas semanas atrás conversei com um irmão da Igreja que estava com sérias dúvidas a respeito da Lei de Moisés. Ele desejava mudar de religião porque os evangélicos não guardavam o sábado, mesmo ele estando nos Dez Mandamentos. Entendi que seu coração queria fazer o que era certo, mas ele não havia compreendido uma coisa muito importante e que tem passado despercebido por muitos cristãos: Jesus mudou o valor dos símbolos judaicos. Talvez você tenha a mesma dúvida…

Jesus viveu como nenhum outro homem viveu. Fez coisas maravilhosas, incríveis e impossíveis de serem feitas por qualquer outra pessoa na história da humanidade.

Ele passou por todas as provações sem pecar em nenhum momento e sua vida inteira teve um só objetivo: reconciliar o homem a Deus através de Sua morte.

Porém, a ressurreição de Jesus o colocou em uma posição privilegiada na história de Israel e do mundo, pois Ele mudou os motivos de todos os símbolos judaicos. A partir dEle, para seus seguidores, os símbolos deixaram de ter importância.

A Igreja hoje possui alguns símbolos que nos aproximam dos judeus e o que nos faz diferentes deles é o significado que damos a todos os símbolos.

Jesus mudou o significado de símbolos como o menorah, o tabernáculo, os pães da proposição e muitos outros. Mas quero explicar como isso aconteceu com alguns exemplos

Vamos começar pelo mais comum, a Ceia:

  • Antes da ressurreição: A ceia teve seu inicio quando o povo estava saindo da escravidão do Egito. Depois da décima praga, a morte dos primogênitos, Faraó deixou o povo partir. Mas no acampamento hebreu, Deus havia dito que o povo deveria matar um cordeiro e espalhar seu sangue nos umbrais das portas das casas onde Seu povo morava. Este sinal afastaria a morte da casa dos hebreus. Também mandou que fizessem pão sem fermento, por que não daria tempo de fermentar, pois logo pela manhã eles estariam saindo. À partir deste momento o povo fazia a ceia para se lembrar de que Deus os havia tirado da escravidão do Egito.
  • Depois da ressurreição: na última ceia, Jesus transforma o significado de libertação da escravidão. Deste momento em diante deveriam comemorar a libertação do pecado. Jesus usa o exemplo do pão sendo partido para fazer menção ao sofrimento que ele passaria na cruz para libertar o seu povo. Ele agora era o cordeiro que, ao exemplo do cordeiro que foi morto na saída do Egito, deu seu sangue para libertar o povo de Deus da morte em uma Nova Aliança.

Jesus não extinguiu a Ceia, mas transformou seu significado. “Fazei isto em memória de mim” Lucas 22.19.

Outro símbolo que Jesus mudou foi a paternidade do povo:

  • Antes da ressurreição: o povo se considerava filho de Abraão, o patriarca. À partir de Abraão Deus deu início ao povo de Israel, e sua descendência permanece até hoje. Em João 8, à partir do verso 31, Jesus debate com alguns judeus e estes dizem ser filhos do “pai Abraão”. Jesus porém os questiona e chama-os de “filhos do Diabo” João 8. 44, pois eles querem fazer a sua vontade, não a de Abraão, nem a de Deus.
  • Após a ressurreição: Na manhã de sua ressurreição, enquanto falava com Maria Madalena na porta de seu túmulo, Jesus fala algo que mudou a vida de seus seguidores. Em João 20.17, Jesus diz a Maria para ir falar “a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês”. Por causa de Sua ressurreição, todos os que O seguem são feitos filhos de Deus. A paternidade agora é passada para Deus.

E por último exemplo, a Lei.

  • Antes da ressurreição: a Lei foi dada para unir o povo de Israel. Seu objetivo além de mostrar ao povo que seu Deus era o seu Juiz e Governante, apontava também para o pecado do homem e a necessidade de um sacrifício para que houvesse perdão. Aquele que queria o perdão levava a sua oferta ao templo e o sacerdote fazia o sacrifício. As ofertas de sacrifício passavam desde um punhado de farinha até um boi inteiro.
  • Após a ressurreição: Após a ressurreição de Jesus, segundo Hebreus 7. 18,19, a Lei se tornou inútil, pois agora Jesus representa uma esperança maior, mostrando que o perdão para o homem vem através do seu sacrifício. Deste momento em diante, Jesus transforma a Lei em dois mandamentos: amar ao próximo como a si mesmo e amar a Deus sobre todas as coisas. Os mandamentos da Lei ainda estão corretos, Jesus não aboliu a Lei, mas transformou seu significado: aquele que matava, roubava ou adulterava deixou de fazê-lo não por causa da morte, mas por causa do amor de Deus revelado em Jesus. Agora, por amor, os dez mandamentos são cumpridos. Amor ao próximo e amor a Deus.

 

Lembremo-nos todos os dias que não precisamos de símbolos para sermos salvos, pois temos pleno acesso ao Pai por meio de Jesus, que colocou nEle o valor de todos os símbolos que precisávamos.


O Cristão na Sociedade Col. 1. 24-29

Nos últimos meses temos visto muita coisa acontecendo em meio à sociedade relacionada aos cristãos. Lei da mordaça, envolvimento de evangélicos na campanha para presidente, debate sobre aborto, etc. Mas, esperançosa e pensativa nos encara uma questão: o cristão na sociedade.

O fato de o cristão estar na sociedade quer dizer que a sociedade não está, então, entregue a si mesma. Isso significa que a sociedade não vive sua própria lógica e mecânica naturalmente, desinibidamente. Todas as partes da sociedade como casamento, economia, cultura, arte, ciência, Estado, partidos políticos, contato com os povos estão sob o ponto de vista cristão.

As situações em que estamos acompanhando e muitas vezes vivendo, não levaram todos, mas, muitos a um esclarecimento e abalo profundos.

Agora, me respondam com sinceridade: se fosse possível, não sairíamos desta sociedade na qual não podemos confiar? Não deixaríamos tudo para construir uma vida em um lugar melhor?

Mas para onde iríamos? Retirarmos-nos da vida, da sociedade, não é possível. A própria vida nos envolve por todos os lados; ela nos coloca diante de perguntas, exige respostas. E nós temos que resistir.

Hoje, como cristãos ansiamos por uma promessa, justamente por nos terem sido abertos os olhos para a problemática da vida. Queremos sair desta sociedade; queremos outra sociedade. Mas ainda apenas queremos; ainda sentimos dolorosamente que, apesar de todas as transformações e revoluções, tudo continua na mesma. Então lembramo-nos do texto bíblico e perguntamos: “vigia, falta muito para o amanhecer?”

Por isso o cristão na sociedade passa a representar uma promessa. Um novo elemento, portanto, em meio a todas as coisas velhas; uma verdade entre o engano e a mentira; uma justiça no mar de injustiças; espírito em meio a todas as rudes tendências materiais; portanto, uma construtiva força vital em meio a todos estes fracos e inquietos movimentos espirituais; unidade, então, em toda a confusão da sociedade também do nosso tempo.

Este cristão, ao qual me refiro, não é a massa dos batizados, nem o pequeno grupo que acha que governa as Igrejas, nem tão pouco a mais reinada seleção dos mais fiéis cristãos de que nos lembramos. O cristão é o Cristo.

O Cristo é aquilo em nós que não somos nós, mas Cristo em nós. Esse “Cristo em nós” compreendido profundamente nos ensinos de Paulo: não significa um dado psíquico, nenhum estar tomado, possuído ou coisa parecida, mas uma previsão.

“Acima de nós”, “atrás de nós”, “transcendendo a nós”, é isto que significa o “em nós”.

A comunidade de Cristo é uma casa aberta para todos os lados; pois Cristo também morreu para os outros, para os que estão de fora. Em nós, acima de nós, atrás de nós, transcendendo a nós está uma reflexão que se lembre do sentido da vida, um recordar-se da origem da vida, uma volta para o Senhor do mundo, uma virada da velha eternidade para a nova eternidade. Esta nova eternidade tem um sinal e cumprimento: a cruz!

Isto é Cristo em nós. Mas será que Cristo está em nós? Podemos encontrar Cristo na sociedade hoje? Nós hesitamos em responder. E se hesitamos é porque sabemos a resposta. Como podemos negar esta verdade? Cristo, o salvador, está aí? Se estivesse, não haveria esta pergunta.

“Cristo está aí?” Esta pergunta é o sentido secreto de todos os movimentos de nossa época e que nos reuniu aqui como desconhecidos e, mesmo assim, conhecidos. É a busca de toda uma sociedade em busca de paz e de uma vida diferente.

Cristo, o Príncipe da paz está aí? Cristo, o Pai da sabedoria está aí? Cristo, o Libertador está aí? Cristo, o Salvador está aí? Cristo, o Rei da Promessa está aí?

É necessário coragem para, assim como Agostinho, encarar a verdade: “Vocês não me procurariam, se já tivessem me encontrado.

Essa coragem que temos, nós precisamos professar. Quando assumimos a coragem professamos a Cristo, assumimos que Ele está aqui e que vai voltar.

Ser cristão é levar a esperança da promessa onde nós formos. É não fugir da realidade, mas transformá-la. É agir como cristão diante das situações. É levar a presença de Deus e não a nós mesmos.

Se Cristo está em nós, a sociedade não está abandonada por Deus, apesar do seu caminho errado. A imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, em nós: Ele significa alvo e futuro.

A esta “esperança da glória” Paulo chamou de “mistério entre os gentios”. Portanto: nós vos conclamamos a ter esperança.


Aproxima-se o final de um ciclo…

Estou prestes a me formar no curso de teologia no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Tudo parece estar dando certo, mas não é bem assim.

Humanamente falando os desafios estão cada vez maiores: são provas, trabalhos, chamadas, cansaço e a bendita monografia que não sai da cabeça para o papel nem espremendo…

Mas, a notícia boa é que um ciclo está se encerrando. Poder terminar este curso, ainda que brigando muito com 26 créditos, é uma bênção de Deus.

Este post não tem outro motivo além de dizer que foi uma iniciativa (quase um desafio) dEle, estou conseguindo concluir por causa dEle e ofereço a Ele tudo o que me tornei. Assim como diz a música do Kleber Lucas (não sou fã dele, mas a música vale a pena) que quero cantar na minha consagração: “fizeste o que ninguém podia imaginar”.

Ainda estou no meio da batalha (porque é isso que um curso de teologia é), com toda a poeira cegando meus olhos e deixando um gosto ruim na boca, até mesmo com o coração um pouco apreensivo, mas, sabendo que se Deus me trouxe até aqui, eu posso fazer este esforço e ver o final, ainda que pela fé.

Desejo que você também consiga ter fé no meio de toda a poeira e cegueira mesmo que falte o chão. Como diz Jason Upton: “quanto mais você voa, mais você vê”.

Mais do que ontem, a Palavra de 2 Coríntios 4. 6 – 10, 13 – 15 me alegram:

6 Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo.

13 Está escrito: “Cri, por isso falei”. Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por isso, falamos, porque sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará com vocês. Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.

Temos um Deus que não rouba sonhos. O poder dEle se APERFEIÇOA na nossa fraqueza.

Firmes na Rocha!

Deus nos abençoe!


Receber como uma criança… Marcos 10. 15,16

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”.

Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.

Existem coisas que acontecem ao nosso redor que nos fazem pensar. Há alguns dias atrás me vi pensando sobre as crianças e em seus casos. Aqui no seminário em que eu estudo acontece o caso a que me refiro: um pai que não pode levar seu filho para a sala de aula deixa-o, com cerca de 5 anos, solto no campus do seminário, à noite.

Não quero aqui criticar educação ou motivos. Sei os motivos dele e até entendo. Mas quero me referir às Palavras de Jesus: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança…” É impressionante como aquela criança, por causa da autorização do pai, brinca todo o período em que ele está na aula, andando pelo seminário inteiro. A criança não faz idéia dos perigos que corre, mas não se preocupa com isso: “meu pai disse que podia.”

Então me coloquei a pensar em mim e nas pessoas… Naqueles que são Filhos de Deus. Pensei no momento em que Jesus vivia e o que significava a frase: “assim como uma criança”. Então percebi que uma criança, em Jerusalém, não possuía direitos, nem sequer era contada (Mateus 5:21). Se, por exemplo, uma criança limpasse a casa inteira e seu pai lhe desse uma moeda qualquer como pagamento, a criança receberia não como valor pelo que ela fez, mas como um favor que ela não merecia. Ela era só uma criança que não possuía direitos.

Então pensei em quantas vezes nós queremos dizer a Deus o que sabemos e que achamos que era certo. Pensei em quantas vezes somos como uma criança não para sermos gratos por receber algo, mas por fazermos birra, fazer bico e espernear na presença de Deus, querendo nosso presente.

Receber o Reino de Deus não é isso!

Aquele que recebe o Reino como uma criança não recebe com “direitos”, mas como quem não o merece. Aquele que deseja receber o Reino pára de pensar nas coisas daqui para receber o Reino. É chegada a hora de amadurecermos e confiarmos Naquele que, mesmo nós sendo crianças, “deu-nos o direito de sermos feitos filhos de Deus” (João 1.12).

Quando recebemos o Reino de Deus como crianças, sabendo que não merecemos, sabendo que não temos condições de termos por nossas próprias forças, Jesus nos coloca em seus braços e nos abençoa. Então nós podemos dizer como a criança que anda pelo seminário à noite enquanto o pai está na sala de aula: “meu Pai disse que podia”. Então poderemos andar como crianças que não imaginam os perigos que nos cercam, mas temos um Pai que cuida e nos preserva a cada dia.

Que o Senhor nos faça como crianças a cada dia. E que percebendo isso, possamos ser gratos por não merecermos, mas ainda assim, recebermos o Reino de Deus através de Jesus Cristo.


O pedido mais ousado. O desejo do coração de Deus Êxodo 33


“Rogo-te que me mostres a tua glória.” Moisés fez um pedido ousado a Deus. Nenhum homem podia ter feito um pedido mais ousado e perigoso do que este. Para Moisés, significava um sinal de aprovação, um sinal de que Deus estaria com ele e o povo durante todo o caminho. Mas para Deus, revelar a sua glória ao homem significaria que este homem não viveria mais. “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.” Esta foi a resposta de Deus.

Este pedido de Moisés não significa que ele era um tolo e que não sabia das conseqüências. Mas sim, que Moisés sabia que na Presença de Deus ele não morreria. Nada, nem ninguém poderia tocá-lo ou mesmo alcançá-lo. Moisés sabia que estava na presença do Único Deus, criador de todas as coisas. Ele não morreria, a menos que seu Deus assim o quisesse. E a resposta de Deus foi: “Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha.”

Isso nos faz perceber que Deus não se irritou com o pedido ousado de Moisés, não o afastou dEle para sempre, porém, fez com que Moisés fosse colocado próximo a Deus, e ali, próximo a Ele, Moisés poderia ver a glória de Deus depois dEle ter passado.

Se pararmos para pensar, o desejo do coração de Deus é que o homem busque a Sua face (2 Cr. 7.14). “se o meu povo, que se chama povo de Deus”. Todo aquele que é povo de Deus deve buscar a face de Deus. Deve desejar estar com Ele, em sua presença, para saber o Seu caminho e conhecê-Lo.

Quando me refiro a um pedido ousado, não quero dizer que devemos pedir o impossível somente por ser impossível. Mas sim o impossível que agrade ao coração de Deus. Pois é verdade que Deus não fez como Moisés queria, mas sim como deveria ter sido. E isso aproximou Moisés de Deus de uma forma impressionante. O texto bíblico nos fala que Deus era quem falava com Moisés como quem fala a um amigo (v.11).

Todo o povo pode ver a glória de Deus no rosto de Moisés e sabiam que ele havia estado com Deus.

Hoje Deus nos faz saber o desejo do seu coração: “Busquem a minha face!” Um pedido que nos permite ser ousados e confiantes como nos diz Paulo em Hebreus 10:19: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus…”

Que sejamos ousados hoje, sabendo que a glória de Deus nos alcançou através da graça de Seu amor e desejemos ver a face de Deus, para que Ele nos faça estar ao seu lado até podermos ver seu rosto como Ele é.

Este é o desejo do coração de Deus para o Seu povo.


Finalmente encontrados! João 15

Em nossas vidas, por muitas e muitas vezes, nós temos o desejo sincero de encontrar a Deus, andar em seus caminhos e conhecê-lo melhor.  Não importa se nestes momentos estamos em uma dificuldade qualquer ou se são por problemas sérios, se estamos sozinhos ou cansados do mundo. Todos nós, em determinados momentos, desejamos mais comunhão com Deus.

São nestes momentos que nos esforçamos ao máximo, gastamos toda nossa força e resistência buscando encontrar a Deus, jejuamos e oramos como nunca, buscamos respostas sinceras e nos humilhamos na Presença dEle, mas nada acontece. É como se Deus se movimentasse rápido demais e sempre que chegamos, Ele já tem saído. Ou até, parece que Ele não aceita a nossa presença.

Neste capítulo Jesus está falando com os seus discípulos em um momento muito íntimo. Jesus está ensinando o sentido do “permanecer”.  Ele está ensinando que não é pelo esforço próprio que conseguiremos realizar a vontade de Deus, mas sim através dEle, pois “ sem mim, nada podeis fazer”. João 15:5

Neste momento Jesus revela a alegria do Seu coração que é permanecer no amor de Deus e seu desejo de que também nos alegremos neste amor.   João 15: 11

Jesus revela a intimidade do Seu coração quando chama aqueles que o amam de amigos, pois estes deram ouvidos às suas Palavras, por isso amam o Pai. João 15:15

Então Jesus nos revela um conhecimento grandessíssimo: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros”.   João 15:16.

Meus irmãos, muitas vezes em nosso desejo de conhecer mais a Deus, de estar com Ele, de ouvi-Lo, acabamos esquecendo de que foi Deus quem nos alcançou primeiro, que nos conheceu e nos escolheu, antes mesmo de nós O conhecermos. Somos nós que acabamos nos movendo rápido demais na busca de encontrá-Lo e não permitimos que Ele nos alcance. Somos nós que saímos da Presença dEle. Estamos sempre correndo atrás de um sentimento novo da parte de Deus, queremos senti-Lo com mais intensidade e poder, mas Ele mesmo nos diz: “vós já estais limpos pela Palavra que vos tenho falado, permaneçam em mim e eu permanecerei em vós.” João 15: 3,4. Toda intimidade, conhecimento e poder que buscamos da parte de Deus está em permanecer em Cristo.

Então Jesus ensina como permanecer nEle: João 15: 10,11.

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa

Não podemos nos esquecer de que Já recebemos o Espírito que procede de Cristo e dá testemunho dEle. Não podemos esquecer de que já estamos limpos pela Palavra dEle quando ela está em nós. Não podemos esquecer de que já somos dEle porque Ele nos escolheu primeiro.

Nossa busca deve ser para permanecermos nEle. Não devemos sair para buscar o que já temos.

Que Deus nos ajude


Resistindo…

Há alguns dias eu estava pensando à respeito do pecado em minha vida percebi que existe algo que mudou a minha forma de pensar. Nós somos levados a pensar que devemos conviver com os nossos pecados em uma luta injusta, onde nós sempre perderemos e nos culparemos, ou culparemos as nossas fraquezas, ou culparemos Satanás, ou para piorar tudo: diremos que é Deus nos provando.

Mas nós temos culpa sim. Culpa de não conhecermos a Bíblia, de lermos sem fazer conexão entre os textos, de termos pressa ao ler e mais mil exemplos…

Se nós lêssemos a Bíblia de forma correta, poderíamos perceber uma coisa: dá para resistir e (acredite) vencer o pecado em nossas vidas.

Abra sua Bíblia em Tiago 4:7:

  • “Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.”

O que Tiago está dizendo é que, na submição à Deus, podemos resistir ao Diabo. A Bíblia está mostrando que podemos resistir e esse é o primeiro passo. Muitas vezes a tentação se levanta em nossa frente e nós nem tentamos resistir. Nem lutamos para não cair. Simplesmente acusamos a nossa fraqueza, nossa humanidade e permitimos ao pecado que se instale em nosso coração. Resistam e ele fugirá!

Mas eu quero lhes lembrar que não é possível vencer humanamente falando. Nunca venceremos o pecado com as nossas forças, porque o pecado é o desejo humano do nosso coração. Ninguém vai ser tentado a comer pimenta se não gostar de pimenta. “O pecado é bom, e eu gosto” deve ser a primeira coisa que devemos admitir. Deus sabe disso e Satanás também. É somente pelo poder de Deus e pela fé em Jesus que poderemos vencer ao pecado. Somente quando “morremos com Cristo para os princípios elementares deste mundo” (Colossenses 2:20) podemos resistir ao pecado.

Como resultado receberemos o Poder de Deus. Poder de sermos suas testemunhas: Atos 1:8

  • “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

É engraçado que alguns pensam logo que receberemos os maiores dons, ou os que estão em maior evidência hoje. Mas a Bíblia afirma que os dons pertencem ao Espírito Santo e Ele os concede a quem Ele quer, no momento em que Ele deseja (1 Cor. 12:6). E ainda mais, que os dons são para o desenvolvimento da Igreja, não dos homens (1 Cor. 12:7). Lembrem-se: Deus não faz nada fora da Igreja, pois é o Corpo de Cristo. Nós receberemos poder para sermos testemunhas de que Cristo ressuscitou.

O resultado de resistir e ser testemunhas é a vitória: Apocalipse 2:10

  • Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.

Somente aqueles que lutaram contra o pecado vencerão. O que Deus está olhando não é o número de vitórias ou derrotas. Mas sim a intenção do nosso coração. Mesmo que venhamos a cair, se lutamos contra o pecado, o perdão está ao nosso alcance pelo Sangue de Cristo.

Que o Senhor nos faça desejarmos a vitória cada vez mais!


O Matador de gigantes

Não importa onde você esteja, ou com quem você esteja. Seja cristão ou não. Todos sabem que Davi matou Golias. Mesmo que não saibam quem foi um ou quem foi o outro. Todos sabem que Golias era um gigante e que Davi era pequeno. Por ter 1.95m, aonde eu chego sempre me comparam com o gigante Golias. Eu costumo brincar dizendo que “agora o Golias está do lado certo”. Mas, continuando, são duas personagens bíblicas bastante comuns.

Hoje eu quero falar com vocês sobre a pedra que matou Golias. É relevante lembrar que Davi, desistiu de espadas e armaduras para lutar com pedras. É interessante notarmos que Davi escolheu cinco pedras, mas só usou uma.

Diante de uma situação como aquela, onde todos os bravos de Israel estavam com medo, em uma situação em que um homem de 3.20m de altura que vestia uma armadura de sessenta quilos, a ponta de sua lança pesava sete quilos, carregava um escudo de 120 kg estava desafiando uma nação inteira, um pastor de ovelhas acostumado aos animais selvagens percebeu uma coisa que ninguém havia visto: Golias estava desafiando a um Deus vivo.

No meio daquilo tudo, de todo o barulho, poeira e pressão, Davi encontrou a pedra certa, a pedra que podia matar um gigante. Digamos que cada uma das cinco pedras que Davi escolheu tivessem um nome: medo, angústia, decepção, coragem e fé.

É provável que Davi enquanto andava pelo riacho tenha pensado no medo. Golias era um homem enorme, poderoso e experiente em batalhas. As nossas batalhas também são enormes, poderosas e Satanás é experiente. Davi não usou a pedra do medo, mas ela confirmava que ele era humano e dependia de Deus.

É provável que Davi também tenha pensado na angústia. Não a angústia de tristeza. Mas angustiou-se por ter um homem blasfemando contra seu Deus. “Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo?” Davi perguntou. Davi não usou a pedra da angústia contra Golias, mas ela fortaleceu seu coração.

É provável que Davi também tenha pensado na decepção. É o que nos faz achar pesado o peso das pedras anteriores. E se eu falhar, e se eu fraquejar, e se o pecado de Israel estiver fazendo com que Deus dê Israel nas mãos dos Filisteus? Davi colocou a pedrinha da decepção dentro do alforje e sentiu o peso das suas decisões e suas responsabilidades. Mas Davi também não usou esta pedrinha.

É provável que Davi também tenha pensado na coragem. Não na coragem de ser um herói, mas na coragem para ser usado por Deus em algo que valia a pena. Muitas vezes nós temos medo de deixar Deus fazer o que deseja em nós, porque não sabemos o que é. Por que não podemos ver o futuro, só vemos o gigante. Davi teve coragem de confiar e se entregar para honrar o nome de Deus: “O que receberá o homem que matar esse filisteu e salvar a honra de Israel?” A honra de Israel é o Nome de Deus.

É provável que Davi também tenha pensado na fé. A fé para abandonar as armaduras que o homem veste. Fé para abandonar as armas que o homem usa. A fé para saber que é Deus quem lutava por ele. Fé para saber que o Nome de Deus não pode ser blasfemado. Fé por conhecer o seu Deus e saber que dEle não se zomba. Davi não confiou em sua experiência contra leões ou ursos. Ele usou sua experiência com Deus e Deus usou a pedra que Davi escolheu.

Somos nós que escolhemos com que material Deus vai trabalhar em nós. Com certeza Davi não deu nome às suas pedras, mas com certeza, enquanto andava pelo riacho escolhendo as suas pedras, ele estava sozinho, na presença de Deus, confirmando suas experiências com Ele. É no centro da presença de Deus que Ele nos revela que nós somos homens e Ele é Deus e só a Ele devemos temer. Não devemos temer a homens nem problemas.

É no centro da presença de Deus que Ele nos revela a sua angústia por ter seu nome blasfemado muitas vezes em nossas vidas e ações.

É no centro da presença de Deus que percebemos que a decepção só existe quando confiamos em nós mesmos. É quando percebemos Seu poder ilimitado e que Ele não divide a Glória do Seu Nome com nada que foi criado.

É no centro da presença de Deus que nossa coragem se renova e só então podemos batalhar contra os gigantes que se apresentam em nossas vidas.

É no centro da presença de Deus que encontramos o verdadeiro Matador de gigantes. Aquele que é a nossa pedra angular, base de todas as coisas. Aquele que se levanta e batalha por nós. Aquele que é o nosso Emanuel.

Qual pedra você tem escolhido nas suas batalhas?

“À medida que se aproximam dele, a pedra viva rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo. Pois assim é dito na Escritura: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular,escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado”. Portanto, para vocês, os que crêem, esta pedra é preciosa; mas para os que não crêem,“a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”, e, “pedra de tropeço e rocha que faz cair”. Os que não crêem tropeçam, porque desobedecem à mensagem; para o que também foram destinados. Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.” 1 Pedro 2. 4 – 10.


Obras Primas


Certa vez eu não consegui entender o que Deus fazia e nem onde Ele estava na minha vida. Por que as coisas davam tão erradas ou demoravam a acontecer? Eu me perguntava se eu estava impedindo Deus, ou algo assim. Não entendia muito bem o que estava perguntando, mas eram perguntas sinceras na presença do Senhor. Então um dia, lendo um livro, o Senhor me ensinou que estava trabalhando em minha vida e como estava fazendo isso detalhadamente.

Vou te contar uma história.

“Existia um pintor muito talentoso. Esse pintor tinha um atelier. Nesse atelier ele colocava as suas pinturas ainda não acabadas. Era um atelier muito grande e com grandes janelas onde as pessoas podiam se achegar para vê-lo pintar. Isso era permitido. Pois, quando uma pintura ficava pronta ele entregava de graça para alguém que ele havia visto antes, e pintado pensando nela. Todos queriam suas pinturas em casa e esperavam receber este presente. O que não era permitido era entrar no atelier. Ninguém sabia como ele entrava ou saía, pois não existiam portas neste atelier. Isso porque suas pinturas não eram simplesmente pinturas. Este pintor tinha uma habilidade muito especial e todas as suas pinturas eram obras primas. Cada uma com um toque diferente. Cada uma era vista e pintada com perfeição.

Mas esse pintor tinha uma mania e isso, muitas vezes, gerava atitudes inesperadas nas pessoas que estavam olhando das janelas. Todas as suas obras primas, ainda inacabadas, tinham um pano cobrindo para que ninguém as visse. Não era permitido ver as obras inacabadas. Isso deixava as pessoas curiosas e muitas vezes irritadas. Alguns até desistiam e acabavam indo embora. Por outro lado, algumas se divertiam tentando vê-lo pintar. De vez em quando, ele levantava um pouco mais o pano e somente os que estavam mais atentos podiam ver partes do que ele estava pintando e se maravilhavam com os detalhes, cores e formas.

Este pintor não trabalhava em somente uma obra prima, mas em várias, dezenas. Umas para longo, longo prazo. Outras para dias próximos. Ele passeava entre suas pinturas sempre vendo se as tintas já haviam secado para assim, e somente assim, dar a pincelada seguinte e acrescentar mais um detalhe. Ele conhecia cada uma perfeitamente e nenhum pingo de tinta caia na tela sem que ele houvesse permitido ou colocado lá com seus pincéis habilidosos.

Muitas vezes a pessoa que recebia sua obra prima não imaginava que o pintor olhara para ela e pensava nela enquanto pintava. Já outros, os que estavam atentos, se emocionavam, pois podiam ver nos olhos do pintor que aquela obra prima era a sua, mesmo ainda estando inacabada.

Desta forma as pessoas levavam as suas vidas…”

Como eu falei antes, esta história foi uma forma de Deus me ensinar algumas coisas. Se Deus ainda não falou com você, eu vou te explicar:

O pintor é Deus. Ele pinta com perfeição as Suas obras.

O atelier com grandes janelas são nossas vidas, onde Ele trabalha. Assim, Ele nos dá sempre condições de vê-lo trabalhando. Não existem portas porque Deus não permite que as pessoas interfiram nos Seus planos. Muitas vezes, se levantarmos os panos, não conseguiremos entender a situação enquanto Deus trabalha.

As obras primas são as situações em nossas vidas. Ele passeia entre elas conhecendo cada situação de nossa vida e nunca está alheio a nenhum detalhe. Os panos que cobrem as obras são: a vontade e a permissão de Deus. Algumas vezes podemos ver algum detalhe sendo acrescentado. Outras vezes só podemos acreditar que serão obras primas no final, mesmo quando não estamos vendo.

Nós somos as pessoas que olham. Muitas vezes paramos para olhar as obras primas, ficamos curiosos e nos tornamos atenciosos. Muitas vezes Ele permite que vejamos o que está sendo pintado e nos alegramos. Outras vezes nos irritamos por não vermos nada e acabamos dando as costas para as obras de arte que Deus está pintando para nós. Alguns de nós se surpreendem porque nunca imaginaram que Deus estava cuidando de suas vidas. Outros se emocionam, pois viram o cuidado nos olhos de Deus.

As tintas que demoram a secar são as permissões que damos para Ele trabalhar em nossas vidas. Quanto mais permitimos, mais rápido a tinta seca e Ele pode acrescentar mais um detalhe. Por isso algumas obras para longo, longo prazo e algumas para os dias mais próximos.

Quais as suas características nesta história?

Que você se torne atencioso e perceba os detalhes que Deus tem acrescentado em sua vida.

Que você acredite que no final você vai receber uma obra prima em sua vida, pintada pelas próprias mãos de Deus.

Que as obras primas de Deus só sejam a longo prazo por serem enormes.

Que você receba as obras primas do Grande Pintor de braços abertos.


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