Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

Salmos 66

Entrar na presença do Senhor não deve ser visto de forma banal. É necessário que estejamos sempre em Sua presença, mas de que forma devemos fazê-lo? Hoje iremos ver um pouco o que significam alguns momentos na presença do Senhor.

Vejamos do verso 1 – 4. Perceba que o salmista começa confessando quem Deus é. Ele não se preocupa com o fato de que talvez a maioria da terra não esteja adorando ao Senhor. Mas exalta a soberania de Deus dizendo que “Toda a terra te adora e canta louvores a ti, canta louvores ao teu nome”.

Será que quando entramos na Presença do Senhor em oração, ou adoração, estamos levando em consideração que estamos falando com O Deus Todo Poderoso e que não existe ninguém como ele?

Será que reconhecemos “Quão temíveis são os teus feitos! Tão grande é o teu poder que os teus inimigos rastejam diante de ti!” Ou falamos de nós mesmos o tempo todo: “eu preciso, eu desejo, eu necessito”.

Ao entrar na Presença do Único Deus devemos entregar alguma coisa. Mas o que nós temos que seria de valor para um Rei que tem todas as coisas? Vamos ler os versos 5 – 14. Neste momento o salmista nos mostra a única coisa que podemos entregar: reconhecimento. Deus nos criou para o “Louvor de Sua Glória” Ef. 1. 13,14. O nosso reconhecimento é a única coisa que Deus escolheu não ter, para que nós desejássemos entregar propositalmente.  Louvar significa reconhecer os feitos.

Vejamos o que fala o verso 15. Quero me concentrar na expressão “cuja fumaça subirá a ti”. Quando os sacerdotes queimavam os sacrifícios, era necessário que nada sobrasse. Tudo deveria queimar, pois era oferecido ao Senhor. Não podia sobrar nada. Quando aquela gordura estava queimando, aquele cheiro de churrasco, gostoso, era o que Deus recebia como oferta. Este “cheiro” gostoso, hoje, são as nossas orações. O Senhor se agrada quando entramos em sua presença, mas este sacrifício não pode ser oferecido em alguns minutos somente. É necessário esperar para que a gordura queime, ou seja, para que a nossa carne, o nosso pecado, seja consumido pelo Senhor. Neste caso Ele não se agrada do nosso pecado, mas da limpeza que o Espírito Santo estará fazendo. As nossas orações sobem como cheiro suave ao Senhor, pois são consagradas a Ele.

Mas existe um segredo para que tudo isso aconteça. Vejamos o verso 18: “Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria”. Meu irmão, quando você permite que seu pecado permaneça em sua vida, ou em seu coração, o Senhor não escuta a sua oração. Acalentar significa tratar bem, gostar daquilo. Pecados todos nós temos. Mas existe uma diferença entre cometer o pecado e o praticar o pecado. Por exemplo: se um homem mata alguém ele é julgado como réu primário. Tem direito a fiança e pode até responder em liberdade pois não é costume dele. Mas se ele se acostuma a matar pessoas ele é um assassino. Seus direitos mudam e sua pena é diferente. Quando cometemos um pecado e o confessamos ao Senhor, esta culpa é tirada de nossas vidas e voltamos a ter comunhão com o Senhor. Mas quando praticamos um pecado, ou seja, nos acostumamos a repetir o ato, nos tornamos culpados desta prática e o Senhor não ouve as nossas orações.

Mas quando não acalentamos nosso pecado, podemos dizer como o salmista: “mas Deus me ouviu, deu atenção à oração que lhe dirigi. Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração nem afastou de mim o seu amor!”

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