Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

Jesus e os símbolos judaicos

Há algumas semanas atrás conversei com um irmão da Igreja que estava com sérias dúvidas a respeito da Lei de Moisés. Ele desejava mudar de religião porque os evangélicos não guardavam o sábado, mesmo ele estando nos Dez Mandamentos. Entendi que seu coração queria fazer o que era certo, mas ele não havia compreendido uma coisa muito importante e que tem passado despercebido por muitos cristãos: Jesus mudou o valor dos símbolos judaicos. Talvez você tenha a mesma dúvida…

Jesus viveu como nenhum outro homem viveu. Fez coisas maravilhosas, incríveis e impossíveis de serem feitas por qualquer outra pessoa na história da humanidade.

Ele passou por todas as provações sem pecar em nenhum momento e sua vida inteira teve um só objetivo: reconciliar o homem a Deus através de Sua morte.

Porém, a ressurreição de Jesus o colocou em uma posição privilegiada na história de Israel e do mundo, pois Ele mudou os motivos de todos os símbolos judaicos. A partir dEle, para seus seguidores, os símbolos deixaram de ter importância.

A Igreja hoje possui alguns símbolos que nos aproximam dos judeus e o que nos faz diferentes deles é o significado que damos a todos os símbolos.

Jesus mudou o significado de símbolos como o menorah, o tabernáculo, os pães da proposição e muitos outros. Mas quero explicar como isso aconteceu com alguns exemplos

Vamos começar pelo mais comum, a Ceia:

  • Antes da ressurreição: A ceia teve seu inicio quando o povo estava saindo da escravidão do Egito. Depois da décima praga, a morte dos primogênitos, Faraó deixou o povo partir. Mas no acampamento hebreu, Deus havia dito que o povo deveria matar um cordeiro e espalhar seu sangue nos umbrais das portas das casas onde Seu povo morava. Este sinal afastaria a morte da casa dos hebreus. Também mandou que fizessem pão sem fermento, por que não daria tempo de fermentar, pois logo pela manhã eles estariam saindo. À partir deste momento o povo fazia a ceia para se lembrar de que Deus os havia tirado da escravidão do Egito.
  • Depois da ressurreição: na última ceia, Jesus transforma o significado de libertação da escravidão. Deste momento em diante deveriam comemorar a libertação do pecado. Jesus usa o exemplo do pão sendo partido para fazer menção ao sofrimento que ele passaria na cruz para libertar o seu povo. Ele agora era o cordeiro que, ao exemplo do cordeiro que foi morto na saída do Egito, deu seu sangue para libertar o povo de Deus da morte em uma Nova Aliança.

Jesus não extinguiu a Ceia, mas transformou seu significado. “Fazei isto em memória de mim” Lucas 22.19.

Outro símbolo que Jesus mudou foi a paternidade do povo:

  • Antes da ressurreição: o povo se considerava filho de Abraão, o patriarca. À partir de Abraão Deus deu início ao povo de Israel, e sua descendência permanece até hoje. Em João 8, à partir do verso 31, Jesus debate com alguns judeus e estes dizem ser filhos do “pai Abraão”. Jesus porém os questiona e chama-os de “filhos do Diabo” João 8. 44, pois eles querem fazer a sua vontade, não a de Abraão, nem a de Deus.
  • Após a ressurreição: Na manhã de sua ressurreição, enquanto falava com Maria Madalena na porta de seu túmulo, Jesus fala algo que mudou a vida de seus seguidores. Em João 20.17, Jesus diz a Maria para ir falar “a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês”. Por causa de Sua ressurreição, todos os que O seguem são feitos filhos de Deus. A paternidade agora é passada para Deus.

E por último exemplo, a Lei.

  • Antes da ressurreição: a Lei foi dada para unir o povo de Israel. Seu objetivo além de mostrar ao povo que seu Deus era o seu Juiz e Governante, apontava também para o pecado do homem e a necessidade de um sacrifício para que houvesse perdão. Aquele que queria o perdão levava a sua oferta ao templo e o sacerdote fazia o sacrifício. As ofertas de sacrifício passavam desde um punhado de farinha até um boi inteiro.
  • Após a ressurreição: Após a ressurreição de Jesus, segundo Hebreus 7. 18,19, a Lei se tornou inútil, pois agora Jesus representa uma esperança maior, mostrando que o perdão para o homem vem através do seu sacrifício. Deste momento em diante, Jesus transforma a Lei em dois mandamentos: amar ao próximo como a si mesmo e amar a Deus sobre todas as coisas. Os mandamentos da Lei ainda estão corretos, Jesus não aboliu a Lei, mas transformou seu significado: aquele que matava, roubava ou adulterava deixou de fazê-lo não por causa da morte, mas por causa do amor de Deus revelado em Jesus. Agora, por amor, os dez mandamentos são cumpridos. Amor ao próximo e amor a Deus.

 

Lembremo-nos todos os dias que não precisamos de símbolos para sermos salvos, pois temos pleno acesso ao Pai por meio de Jesus, que colocou nEle o valor de todos os símbolos que precisávamos.

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