Desejando, sempre, honrar ao Senhor…

Deus – Parte 1 – Deuteronômio 3.24; Êxodo 20.24

Quando mencionamos a palavra “Deus”, o que lhe vem à mente? Qual a figura que surge em seu pensamento? Será que pensamos em um homem sentado em um trono, com uma roupa de seda branca e uma barba escorrendo até a altura do tórax? Ou imaginamos uma força invisível que nos obriga a fazer as coisas nos dizendo: “faça o que eu digo se não…”?

Nesta primeira parte iremos estudar um pouco sobre o Deus Pai. Iremos aprender sobre quem Ele é e suas características, chamadas de atributos. Claro que não conseguiremos falar de tudo detalhadamente, pois o assunto é enorme, porém vamos tentar abordar os principais termos.

Tudo o que nós sabemos sobre Deus foi por revelação dele mesmo. O ser humano não possui a capacidade de imaginar algo tão grande e perfeito como Deus. Esta revelação só nos foi feita por causa dos atributos de Deus que herdamos dele, pois desta forma ele poderia se revelar e nós compreenderíamos esta revelação.

O desejo de Deus foi primeiramente fazer-se conhecido, para isso Ele criou o povo de Israel. Através deste povo, Deus usou a Lei e os Profetas para demonstrar seu desejo de comunhão com o homem.

A revelação máxima de quem Deus é chegou até nós através de Jesus. Foi Cristo quem nos revelou a face mais pura, intensa e completa de Deus. João diz que “Deus é amor” (João 4. 8,16). Muita gente hoje em dia deseja o Poder de Deus, mas a Bíblia não diz que Deus é poder. Ela diz que Deus é amor. É melhor estarmos perto daqueles que conhecem o amor de Deus do que daqueles que desejam o poder de Deus.

Deus, o Completamente Outro

            A citação acima é do teólogo Karl Barth. É uma frase simples, porém de um significado tremendo. Ao afirmá-la, o teólogo diz que não existe nada como Deus. Se o homem é finito, Deus é infinito. Se o homem é mortal, Deus é imortal, se o homem é pecador, Deus é santo. Se o homem é limitado, Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente. Estas “características” de Deus são chamadas de atributos. Alguns destes atributos Deus guardou só pra si. Não dividiu com mais ninguém. A estes chamamos de Atributos Incomunicáveis.

Os Atributos Incomunicáveis são: Autonomia ou Auto-exitência (Deus não precisa de ninguém para existir – João 5.26), Imutabilidade (não há mudança nele, não somente em Seu Ser, mas também em Suas perfeições, em Seus propósitos e em suas promessas – Êxodo 3.14; Hebreus 1. 11,12), Unidade (Ele é numericamente um e que, como tal, Ele é único – 1 Reis 8.60; 1 Coríntios 8.6) Infinitude (é isento de toda e qualquer limitação) dentro da infinitude temos:

  • a Perfeição Absoluta –  Salmos 145.3,
  • a Eternidade – Salmos 102.12;
  • a Onipresença    1 Reis 8.27;

Existem também alguns atributos que Deus decidiu transmitir para o homem. São originariamente pertencentes a Deus. Eles são divinos, mas não nos tornam divinos. Foram compartilhados conosco para que Deus tivesse um relacionamento conosco e estes atributos são o que nos fazem diferentes de toda a criação aos olhos de Deus. A estes atributos damos o nome de Atributos Comunicáveis. São eles espirituais e morais. Os espirituais são: Espiritualidade (Deus é Espírito – João 4.24), Intelectualidade:

  • · o Conhecimento de Deus (Ele, de maneira inteiramente única, conhece-se a Si próprio e a todas as coisas possíveis e reais num só ato eterno e simples – Jó 12.13; Isaías 40. 27,28)
  • · a Sabedoria de Deus (Deus aplica o Seu conhecimento às consequencias dos seus fins de um modo que O glorifica o máximo – Romanos 14.7; Efésios 1.11,12)
  • · a Veracidade de Deus (Ele responde plenamente à idéia da Divindade, é perfeitamente confiável em sua revelação, e vê as coisas como realmente são – Números 23.19; Tito 1.2)

Atributos Morais: a Bondade (Não se deve confundir a bondade de Deus com Sua benevolência, que é um conceito mais restrito. Falamos que uma coisa é boa quando ela corresponde em todas as suas partes ao ideal – Sl 145.9, 14 – 18); a Santidade (A idéia fundamental da santidade ética de Deus também é a de separação, mas, neste caso, a separação é do mal moral, isto é, do pecado – Jó 34.10; Habacuque 1.13a); a Justiça (Ele se mantém contra toda violação da Sua santidade e mostra, em tudo e por tudo, que Ele é Santo – Esdras 9.15; Daniel 9.14). Percebam que a Justiça aqui referida não diz respeito a “igualdade da balança”, mas com a justificação que gera a santidade (Mateus 6.33);

Estes atributos que nós vimos são o que define Deus. Somente Ele possui estes atributos originariamente e sem eles não haveia Deus. Não existe um atributo maior que os outros, nem um mais poderoso nem um que nos favoreça mais. A infinitude e a imutabilidade de Deus nos fazem entender que Deus é pleno em todos os aspectos.

É importante lembrar que esta lição não aborda todos os pontos. Se fôssemos aborda-los passaríamos o ano todo só falando de Deus.

Deus é Amor

Agora que já temos uma idéia do que são os atributos ou características de Deus, vamos falar um pouco de quem Deus é.

Quando nos referimos no começo da lição que Deus é amor, não estamos querendo dizer de maneira nenhuma que Deus é ingênuo, bonzinho, que só faz as coisas boas que deixam a gente feliz. Não quero que vocês imaginem um Deus cor de rosa e fofinho como algodão doce. Assim, sendo Deus amor, Ele também nos ensina a seriedade da vida com Ele.

Não podemos confundir amor com negligência ou falta de interesse. 2 Timóteo 3.16 diz que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. Perceba que existe um desenvolvimento na atitude de Deus: ensinar, repreender e corrigir.

Porém, o amor de Deus por nós é diferente de qualquer outro amor que já conhecemos. Nada se compara a ele. Não há nada que você possa vazer para que Deus lhe ame mais, assim como, não há nada que você possa fazer para Ele lhe ame menos.

E esta é a grandeza do amor de Deus. Nos relacionamentos humanos, sempre deve haver a ressiprocidade, sempre precisamos saber que a pessoa que amamos deve estar disposta a nos amar tanto quanto a amamos. Mas, em relação ao amor de Deus, isso é diferente. Deus nos ama de forma incondicional! Não importa se você é a Madre Teresa de Calcutá, ou se é pior do que Adolf Hitler, Deus sempre vai nos amar da mesma forma.

 Conclusão

Não há nada que se possa comparar a Deus. Escolher viver perto dEle vai nos proporcionar experiências únicas, assim como as consequencias de viver longe dEle. Ele é a perfeição em todas as coisas e ainda assim decidiu nos amar de forma tão completa.

Que possamos conhecer melhor a Deus a cada dia, para que possamos experimentar a vida eterna (João 17. 3).

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